sexta-feira, 27 de maio de 2016

Artigo de Opinião - Não existe racismo de negros contra brancos

Não existe racismo de negros contra brancos porque este é um sistema de opressão. Negros não possuem poder institucional para serem racistas

por Djamila Ribeiro no Carta Capital

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Tá na Hora do Poeta - Sinto vergonha de mim - Rui Barbosa

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Nada de Vigotski, Paulo Freire… É Frota quem dá conselhos ao MEC golpista

E o pior é que por detrás dele estão Bolsonaro, Serra, Mendonça, a direita fascista e outros defensores da privatização do ensino público, da censura nas escolas e da entrega dos recursos públicos para os banqueiros e monopólios internacionais


Crônicas do Dia - "André Moura para quê?" - Ruth de Aquino

Nunca pensei que usaria aspas de Renan Calheiros num título. Mas, desta vez, o presidente do Senado perguntou o óbvio. De todos os erros atribuídos ao presidente interino Michel Temer nessa semana de estreia, o mais grave foi a escolha de André Moura como líder do governo na Câmara. Sua nomeação foi um tiro de bazuca no governo. Sem defesa.

Artigo de Opinião - O que não está à venda - Rosiska Darcy de Oliveira

Bem-vindos aos anos 50. Talvez Millôr tivesse razão, e o Brasil tenha um enorme passado pela frente. O presidente Temer posou com seu ministério só de homens para uma foto velha, de 60 anos atrás. Como nos bons tempos em que elas eram recatadas e do lar, nenhuma mulher veio atrapalhar a animada convivência entre ministros. O velho Brasil sorriu, de peito estufado.

Inadmissível, a ausência das mulheres no Ministério seria cômica se não fosse o revelador de algo mais grave: o divórcio entre o mundo político e a verdade da sociedade. Revela o autismo de Brasília, um mundo indiferente à sociedade que já emergiu, que não reconhece suas vertiginosas transformações. Uma cidadela fortificada em que se movem espectros nostálgicos de uma vida que já não existe, almas mortas para quem o mundo começa e termina na Praça dos Três Poderes.

Crônicas do Dia - Do bom e do pior

Zuenir Ventura, O Globo

Nestes movimentados primeiros oito dias do governo Temer, houve um pouco de tudo, do bom e do pior.

O que professores têm feito para formar bons escritores

"As professoras mandam eu fazer redação. E eu faço, só que na maioria das vezes eles não consideram porque acham que não foi de minha autoria, acham que não fui eu que fiz. Não dão nota boa, porque acham que eu peguei de algum lugar, por algum autor, por alguma coisa parecida. Mas eles nunca acreditaram que fui eu que fiz." O relato trazido por Valéria Fagundes no filme Pro dia nascer feliz, de João Jardim, lançado em 2005, quando tinha 16 anos, ainda pode descortinar uma das dificuldades da educação brasileira? Aluna da Escola Estadual Cel. Souza Neto, do município de Manari (PE), então considerado o mais pobre do Brasil, Valéria relatava no filme ser leitora assídua da poesia de Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Admitia que os colegas a achavam "diferente" por gostar de ler, e não encontrava seu lugar na escola. Valéria tocava em um ponto que permanece atual: estamos conseguindo ensinar bem redação nas escolas brasileiras?

Artigo de Opinião - Livros que devoram - Gabriel Perissé

Devorei, em cerca de uma hora, Os livros que devoraram meu pai (Editora Leya, 2011), do escritor português Afonso Cruz. O narrador, ainda menino, não sabia que seu pai, leitor compulsivo, havia sumido no meio de uma leitura. Na família, durante muito tempo, dizia-se que o pai morrera por causa de um enfarte. Mas enfarte é que não foi. E nem morte foi.

Você sabia disso ? - Especialistas criticam proposta levada por Frota ao ministro da Educação


Rio - A visita do ator Alexandre Frota e de membros do grupo Revoltados Online ao ministro da Educação, Mendonça Filho, e a pauta que eles levaram para discutir - sobre uma escola sem partido - foram bastante criticadas. Para especialistas em educação ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, a proposta pode tanto ser interpretada como um atentado à liberdade de cátedra quanto uma distorção do papel do educador de oferecer o melhor do conhecimento disponível, com suas contradições, aos alunos.

Visita do ator recebe críticas, mas Mendonça Filho se defende: 'Não vejo problema'

ESTADÃO CONTEÚDO

Conhecendo um pouco de Macaé



quarta-feira, 25 de maio de 2016

Personalidades - Manolo Florentino

Por Marlucio Luna



O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Manolo Florentino é reconhecido como um dos grandes estudiosos da história da África e da escravidão no Brasil. Seu livro Em costas negras: uma história do tráfico entre a África e o Rio de Janeiro (séculos XVIII e XIX) – publicado em 1993 e agraciado com o Prêmio Arquivo Nacional – acaba de ser relançado pela Editora Unesp. Apontada como referência no tema, a obra abriu caminho para novas abordagens sobre o comércio de escravos. Nesta entrevista, o autor fala sobre as peculiaridades do tráfico negreiro, dos elevados ganhos financeiros e como a atividade se manteve nas mãos de um seleto grupo de comerciantes. Florentino destaca ainda a importância de estudos sobre a África colonial e destaca a atual produção acadêmica sobre a escravidão.

Crônicas do Dia - Perdidos - Veríssimo

Na Inglaterra de Joseph Conrad, no relato diário de partidas e chegadas de navios publicado pela imprensa, a palavra mais temida era overdue (atrasado) junto ao nome de um barco. Estar overdue era estar à beira de um grande alívio ou de uma grande tragédia, pois só uma de duas palavras substituiria o temido adjetivo no noticiário: arrived (chegado), finalmente, ou missing (desaparecido).

Artigo de Opinião - Drama da Educação estadual

24/05/2016 
A Educação tem que ser prioridade, mesmo com o orçamento com déficit crônico

O DIA

Charges


Artigo de Opinião - A tecnologia pegou de jeito o Romero Jucá

24/05/2016 
Com tantos censores espalhados pelas redes, esse retrocesso está apenas começando

O DIA

Artigo de Opinião - Início errático - Ricardo Bruno

24/05/2016 

Primeiros dias do novo governo transformaram-se numa imperdoável sequência de tropeços

O DIA

Charges


domingo, 22 de maio de 2016

Artigo de Opinião - "Oh tempos, oh costumes !"

“Oh tempos, oh costumes!” Com essa frase, Marco Túlio Cícero encerra o seu primeiro discurso, de um total de 4, contra Catilina, em processo de julgamento no Senado de Roma, em 63 a.C.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Crônica do Dia - Temer "sê - lo - ia" nosso salvador ? - Ruth de Aquino






Michel Miguel Elias Temer Lulia é, aos 75 anos, o mais velho político a assumir a Presidência do Brasil em 126 anos de República. E casado com a primeira-dama mais nova, mais recatada e mais do lar de que se tem notícia, Marcela, de 32 anos. Tão discreta que nem compareceu à posse do marido. Michel Temer talvez tenha vetado sua presença por ainda ser apenas um presidente “em exercício” – ou porque, na foto com os ministros, só haveria Marcela como mulher no meio de dezenas de engravatados.

Você sabia disso ? - Escola sem (?) partido

'Escola sem partido' quer fim da 'doutrinação de esquerda'

Existem hoje dois projetos, um em Brasília e outro no Rio, para impedir o debate em sala de aula

LEANDRO RESENDE

Personalidades - Mendonça Filho

Quem é Mendonça Filho, que assume o Ministério da Educação e Cultura
Deputado federal coordenou o comitê "Impeachment Já" e é autor de projetos de lei como o que propõe a redução da idade máxima de alfabetização

Atualizado em 13 de maio de 2016, às 11h27

Você sabia disso ? Temer e a Educação

Na manhã desta quinta-feira, 12 de maio, foi aberto oficialmente o segundo impeachment da história da democracia brasileira. Com o afastamento da petista Dilma Rousseff, o peemedebista Michel Temer assumiu interinamente a presidência. Como fica a Educação nesse cenário? No último ano, a situação já era preocupante. O Ministério teve quatro titulares, com o Plano Nacional da Educação (PNE) recém-aprovado e as discussões sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a pleno vapor. Agora, a perspectiva é de mais mudanças. Não muda apenas o comando, também será alterado o escopo da pasta, que volta a ser unificada com o Ministério da Cultura.

Você sabia disso ? Clarice repatriada

RIO — No início dos anos 2000, quando o americano Benjamin Moser começou a pesquisar sobre Clarice Lispector, o nome da autora de “A paixão segundo G.H.” circulava no país dele apenas na boca de um punhado de especialistas. No ano passado, Clarice foi capa das principais publicações literárias dos Estados Unidos, deslumbradas com seu “estranho coração” (“New York Review of Books”) e com o “sopro de loucura” (“New York Times”) que atravessa sua obra, comparada às de gigantes da literatura universal como Beckett e Mallarmé (“Los Angeles Review of Books”).

Charges


Charges


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Crônicas do Dia - Falta falar de educação

OBrasil passa por uma forte crise política e econômica e causa espanto não se mencionar a educação nas discussões sobre as origens da crise e sobre as possíveis saídas dela. A crise política é imediata e aguda, mas a educacional é antiga e de proporções alarmantes. Pouco se fala sobre as relações entre uma educação sólida e um país desenvolvido, com democracia, liberdade e justiça.

Você sabe disso ? - Rio tem histórico de tragédias em que a impunidade é o traço comum

RIO - As imagens do trecho da Ciclovia Tim Maia destruído pelo mar violento em 21 de abril passado, levando para a morte pelo menos duas pessoas, ainda estão vivas na memória de boa parte da população. Mas, para algumas centenas de familiares e sobreviventes de outras tragédias igualmente insólitas ocorridas no Rio nas últimas décadas, elas representaram um doloroso déjà vu. Foi essa, por exemplo, a sensação do dentista Antônio Molinaro, que reviu, em frações de segundos, os quatro anos de sofrimento a que foi submetido desde que o Edifício Liberdade, na Avenida Treze de Maio, no Centro, ruiu, no início da noite de 25 de janeiro de 2012. O desmoronamento deixou 17 mortos e cinco desaparecidos. Ao desabar, a construção arrastou com ela outros dois prédios e 40 anos de investimentos de Molinaro no consultório odontológico que tinha no edifício e virou poeira.

Você sabia disso ? - Os 400 anos da morte de William Shakespeare e Miguel de Cervantes

William Shakespeare pôs no papel e no palco, como nenhum outro autor, a luta pelo poder e os dramas do amor. Miguel de Cervantes criou o personagem que se tornou o símbolo maior da aventura humana entre sonho e loucura. Mortos há 400 anos, os pais do teatro e da literatura modernos deixaram para nosso tempo, mais do que isso, pistas valiosas para nossa compreensão do mundo e de nós mesmos. Nos próximos dias, eles serão lembrados pelo público por um conjunto de obras que retrataram a tragédia e a comédia da vida.

Artigo de Opinião - A História não perdoará os traidores

BRASÍLIA — O Senado pode escrever, nesta quarta-feira, uma sombria página da História do Brasil. Às 9h, começa a sessão em que, provavelmente, a maioria dos seus membros decidirá pela admissibilidade do processo de impedimento de Dilma Rousseff, afastando do cargo de chefe do Executivo uma mulher honesta e a primeira a conquistá-lo.

Artigo de Opinião - Natureza do Impeachment

A origem do processo de impeachment encontra-se na tradição jurídica inglesa, mas foi nos Estados Unidos que o instituto se desenvolveu e se expandiu para outros países, tal como no caso brasileiro. O maior fundamento de processos dessa natureza está justamente na concepção de que o Chefe do Poder Executivo, no regime presidencialista, não é um monarca absoluto. Existem limites, constitucionalmente previstos, para sua atuação que devem ser observados. Entre estes temas, destaca-se a questão orçamentária. Aliás, a origem do controle sobre o poder absoluto do soberano surge, exatamente, na imposição de limites ao poder de tributar e na consequente alocação das despesas públicas em consonância com os limites impostos pelo Poder Legislativo. Não sem razão, portanto, a desobediência à Lei Orçamentária foi um dos tópicos constitucionais protegidos contra a ação desmedida do Poder Executivo (artigo 85, inciso VI, da Constituição Federal).

Artigo de Opinião - Uma proposta de alto nível - Aristóteles Drummond


Não somos mais um país manipulável, com o avanço dos meios de comunicação, em especial a internet

O DIA

Artigo de Opinião - Feminismo didático parte 2 - As mães pretas

Meu ativismo não é contra as mulheres brancas — nunca seria, nunca será! —, é a favor das mulheres pretas

Por Ana Paula Lisboa, do O Globo 

Artigo de Opinião - Feminismo didático parte 1 - Marcela - por Ana Paula Lisbos


(O Globo, 27/04/2016) 


A gente vive a vida como desejar, sendo segunda dama ou sendo presidenta

No ônibus:

— Nossa, você é gostosa!

[silêncio]
— Nossa, eu queria te levar pra minha casa.

[silêncio]
— Nossa, você é gostosa mesmo.

— Ok, eu já escutei, você já pode calar a boca!!!

— Mas eu só estou te elogiando…

— Não, você está me assediando, eu não sou obrigada a ouvir seus “elogios”.

[silêncio]
— Você é esse lance de feminista?

Artigo de Opinião - O faraó da intolerância



Individualmente, quase todos temos nossos faraós. Pode ser um chefe abusivo, um trabalho massacrante, uma relação mal resolvida ou uma dívida impagável

Crônicas do Dia - Os pobres - Marcio Tavares D'Amaral





Os pobres

Tomamos distância. Deles, sim. Mas, no mais fundo das nossas consciências adormecidas, fugimos de nós

Todo mundo conhece os pobres. Os despossuídos de tudo, humilhados pela vida que lhes foi roubada. As gentes tristes do mundo. As sem pão e sem beleza. As a que falta esperança. Que vivem dentro de um horizonte tão retraído que nele não cabe um futuro que não seja a repetição da vida ruim. Para eles e seus filhos. E netos. Como se a pobreza fosse genética e hereditária. Um fato da natureza. Ou um castigo de Deus, dos que vão passando através de gerações.

Nada de natureza, nada de Deus. Pobreza não é castigo. É imposição. Ninguém tem na pobreza qualquer alegria. Os catadores de lixo encontram nessa atividade o muito pouco com que se sustentam e às suas famílias, quando elas também não estão enterradas na sujeira dos outros, selecionando coisas ainda aproveitáveis, sabe-se lá para quê. É o limite do desespero. Salvar da aniquilação os rejeitos de vidas alheias, que, para quem está abaixo de todas as linhas da pobreza e da dignidade, valem a própria vida. Urubus voam por cima dos lixões. Aquelas montanhas são seus territórios de morte. Os que catam lixo disputam a vida com os urubus.

Sei que separar o lixo é uma atividade ecológica e economicamente relevante. O inadmissível é que ela não seja feita na recolha seletiva prévia do que ainda serve para algum fim útil e do que está destinado à putrefação dos cadáveres. Os catadores chafurdam em todas as porcarias para extrair delas uma garrafa, uma tampa de sanitário, uma bota velha de um só pé. Resgatam do naufrágio coisas tristes como eles, os jogados fora por uma sociedade que desperdiça coisas como desperdiça pessoas. Que joga fora o que não serve. Os pobres não servem para uma sociedade que consome acima dos limites de uma vida comum. Ou servem: alguém precisa fazer o trabalho sujo.

Entendamo-nos. Para os que estão ali, enterrados nos rejeitos da vida, disputando fiapos de coisas com os urubus, há uma dignidade específica, uma forma tristíssima de beleza no que fazem. Recusam-se a ser eles próprios tragados como lixo humano. Vão aonde ninguém vai, aos limites do horror, ganhar uma vida perdida. Onde não há dignidade é na atitude dos que não tratam os dejetos da cidade, acumulam-nos em montanhas, porque logo os pobres aparecerão para destrinchar dali o que ainda merece uma chance de vida. É contar com a horda de desespero das vidas tristes.

Penso num poema de Manuel Bandeira. Algo, um bicho certamente, remexia nas latas de lixo. “Quando achava alguma coisa, não examinava nem cheirava: engolia com voracidade.” E os olhos insones do poeta se estarreceram quando viu a verdade da miséria: “O bicho não era um cão, não era um gato, não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem.” Esses bichos são homens. São como eu e vocês, meus companheiros de sábado. São homens.

Há outras formas de pobreza. Existem os que, atordoados pelo abandono e pela fome, embrutecem-se nas drogas. As mais baratas, mais terríveis, mais à mão. E se deixam largados no chão, esmagados de fome e de tristeza. Há os que se drogam para encontrarem dimensões mais largas de vida. Têm o que lhes chegue, comem e bebem, suas vestes não têm o puído da roupa única, arrastada ao longo da vida. Estetizam o sofrimento. Não conhecem a pobreza sem horizontes. Querem ampliar os seus, ter novas experiências... Mas às vezes acabam na mesma sarjeta, neopobres que fugiram da vida. Olho-os com tristeza ao lado dos que nunca tiveram nada.

E a fome! Meu Deus, a fome! A nós ronca o estômago quando se espaça demais o intervalo entre as refeições. A barriga dos pobres já não ronca. Seu vazio não tem o conforto da proximidade da próxima comida. São barrigas tristes. De dor interna e de abandono. Deitados nos cantos dos edifícios, nas calçadas onde moram, estendem mãos sem esperança. “Para comer”, dizem. E nós passamos, tomando distâncias cautelosas, pela ponta dos meios-fios. Podem ser perigosos. Estão sujos. E cheiram mal.

Há as mães que trazem os filhos pequenos, mostram suas carinhas tristes. Apelação, pensamos. Marketing do desespero. E até nos indignamos com essa exposição de crianças que deveriam estar... estar... onde? Na escola? — E passamos também ao largo, incomodados com aquela obscena demonstração da extrema tristeza.

Passamos ao largo. Tomamos distância. Fugimos. Deles, sim. Mas, no mais fundo das nossas consciências adormecidas, fugimos de nós. Os pobres, lixo da vida, estão lá — e nem nos acusam! — e nos lembram do outro lixo, aquele em que jogamos coisas ainda usáveis, sem pensarmos que alguém naquela calçada podia fazer com elas uma roupa, um abrigo para o frio. Um farrapo de esperança digna. Fugimos do beco onde algo chafurda nas latas de lixo, e come com voracidade o que encontra. E não é um bicho, meu Deus. É um homem.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/os-pobres-19248172#ixzz4916GStZi

Crônicas do Dia - Que Governo! - Veríssimo


Uma garantia do Temer é que a Lava-Jato também continua. Por via das dúvidas, três ou quatro do seu ministério ganharam foro privilegiado

15/05/2016 

Charges


Artigo de Opinião - Nise, a psiquiatra de afeto -

18/05/2016 


Ela, que sofreu preconceito por sua condição de nordestina, mulher, comunista e rebelde, impôs sua medicina de libertação pelas artes

Artigo de Opinião - O Brasil rumo ao abismo neoliberal

16/05/2016 


Documento ‘Ponte para o futuro’ indica o plano do futuro governo golpista de Temer e nele consta todo o receituário neoliberal, sem subterfúgios ou eufemismos linguísticos

Artigo de Opinião - Dilma levou o Brasil à falência porque é mulher e tinha em seu ministério negros e outras mulheres?

Eu não estou interessado em saber o que as pessoas têm entre as pernas quando em pauta estão assuntos de estado. Ou qual é a cor de sua pele. Eu estou interessando em saber o que elas têm dentro da cachola
Por: Reinaldo Azevedo

Artigo de Opinião - Sem Festa - Caetano Veloso

RIO — Parece que há quem queira festejar. Eu, neste primeiro momento do governo Michel Temer, só tenho mesmo é uma grande queixa a fazer: a extinção do MinC é ato retrógrado. Depois de já haver, oportunisticamente, desistido de diminuir o número de ministérios, Temer, premido pela má repercussão da notícia, voltou a fazer o que a maioria dos brasileiros, acertadamente, quer: enxugar a máquina administrativa, na crença de que, assim, faz economia e livra-se do toma-lá-dá-cá. Na verdade, o peso econômico é pífio e as escolhas dos novos ministros não apontam para um critério técnico e meritocrático. Seria uma beleza se um presidente peemedebista nos livrasse do vício da distribuição “política” de cargos. Mas nossa oficialidade não vive de belezas. No entanto, reduzir o número de ministérios é bom de qualquer jeito. É bom simbolicamente, formalmente. Mas o desfazimento do MinC é negativo. Só Collor o tinha tentado antes, com tétricos resultados.

O Ministério da Cultura mostrou-se necessário ao Brasil. Hoje temos estudos e projetos brasileiros como referência em organizações internacionais que tratam dos problemas dos direitos autorais em ambiente digital. Somos (ou tínhamos sido) pioneiros na luta em defesa dos criadores, que se viram sem saber o quê, como, quanto e quando receberão pela divulgação de sua obra em plataformas de streaming. A Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) do MinC vinha se tornando um “think tank” especializado nesses assuntos. Sem falar na situação do audiovisual, que se tornou uma atividade superavitária; nos Pontos de Cultura, que buscam acompanhar e proteger centros de criação artística em todo o território nacional; na atenção ao patrimônio histórico. Sem altas verbas (muito ao contrário), o MinC tem mostrado que o país passou a dar à produção cultural o valor que ela merece. Sei que os maluquinhos habituais vão repetir que os artistas famosos brasileiros vivem do dinheiro do Estado, que querem mais, que são dependentes do governo. Repetirão todas as bobagens que têm dito sobre a Lei Rouanet e demonstrarão todo o ressentimento pelo que filmes, peças, canções, escritos, desenhos, edifícios, estátuas, performances, instalações, criações artísticas em geral representam quando atingem multidões ou íntimas sensibilidades. Não. Eu digo NÃO. Os artistas que se sentem atraídos pelo histórico do PT, o mais duradouro e estruturado partido de esquerda do mundo contemporâneo, não são dependentes de governo. Eu não sou dependente de governo. Tenho minhas opiniões próprias e exibo as contradições de minhas buscas. Só retirarei a afirmação de que baixar o MinC a uma secretaria dentro do Ministério da Educação (que tem tarefa gigante pela frente) ou a uma Secretaria Nacional de Cultura ligada à Presidência da República, como se cogita agora, é retroagir se, uma vez em ação, o novo governo prove que é capaz de dar à produção cultural a atenção que ela requer. Se os trabalhos da DDI tiverem continuidade, se os ajustes que se mostrem necessários no uso da Lei Rouanet servirem para que ela seja mais eficaz no estímulo à inventividade, se outras áreas da criação forem levadas à condição de superavitárias, se o Estado exibir que sabe o quanto o apoio à cultura pode resultar em crescimento econômico, direto e indireto, local ou como estímulo ao turismo internacional. Sem isso, não quero nem saber de festa.




Artigo de Opinião - Pelo combate à intolerância religiosa e em defesa do Estado Laico



“Ao invés de promover cidadania e ampliar direitos, a comunicação entre Estado e religião tem gerado “brechas” legais que podem ser utilizadas de forma inconstitucional.”

* Por Ivanilda Figueiredo

Crônicas do Dia - Assim, não vai ter o meu voto


Pelas circunstâncias que o levaram ao poder, Michel Temer, em lugar do tradicional crédito, começa com déficit de confiança

14/05/2016 - 15h04

Você sabia disso ? - Temer e a Casa Grande se iludem

Manifestantes protestam em frente à sede da FIESP, na avenida Paulista.As elites que apoiam o impeachment ainda não compreenderam: seus privilégios continuarão a ser contestados

terça-feira, 17 de maio de 2016

Artigo de Opinião - A garotada aprende e nos dá lição de cidadania - Cid Benjamin


Os alunos que ocuparam as escolas estão tendo uma experiência essencial na vida de um ser humano

O DIA

Personalidades - Alberto da Costa e Silva

'Descendentes precisam saber que história da África é tão bonita quanto a da Grécia'


Principal africanólogo brasileiro, diplomata Alberto da Costa e Silva diz que negro não aparece na nossa história 'como realmente foi, um criador, um povoador do Brasil'.

Crônicas do Dia - Cinquenta tons de marrom - Nelson Mota

Cinquenta tons de marrom

De Ulysses Guimarães a Eduardo Cunha, se acumulam as provas de que cada novo Congresso é pior do que o anterior

Artigo de Opinião - Um bispo no Ministério da Ciência. E daí?


Em vez de batermos nas crenças religiosas do candidato a ministro, vamos pesquisar o que em seu currículo indica que ele possa ser ou não bom para o cargo

06/05/2016 
Lygia Pereira, O Globo

Pois é, apesar de ter prometido um ministério de notáveis, o vice-presidente Michel Temer desagradou à comunidade científica apontando o ex-bispo Marcos Pereira (nenhum parentesco) como possível ministro da Ciência e Tecnologia em seu também possível futuro governo.

Antes de entrarmos em pânico achando que os criacionistas tomarão o poder, trocarão o ensino de evolução pelo Livro do Gênesis, e proibirão as pesquisas com células-tronco, vamos lembrar que o diretor do National Institutes of Health dos Estados Unidos, doutor Francis Collins, é um crente ardoroso em Deus, a ponto de escrever o livro “A linguagem de Deus — A ciência apresenta provas para a fé”.

Nem por isso ele deixou de dirigir brilhantemente aquele que é o mais importante instituto de pesquisa e financiamento de pesquisas biomédicas dos EUA, tendo antes liderado o time americano que sequenciou o genoma humano.

Querem outro? O pai da genética, Gregor Mendel (o das ervilhas e os “azinhos” e “azões” que aprendemos na escola), era um... monge! E foi ele quem sacou como se dava a transmissão de características de pais para filhos, criando os conceitos de genes e hereditariedade.

Ora, em vez de batermos nas crenças religiosas do candidato a ministro, vamos pesquisar o que em seu currículo indica que ele possa ser ou não bom para o cargo. Saberá identificar as prioridades da área? Entenderá os desafios para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no país? Saberá se cercar de gente competente, escolhida por mérito, e não por pagamento a favores políticos? O que ele já fez em sua vida profissional que nos dá alguma segurança de que é a melhor pessoa para o cargo (além de ser presidente do PRB, que tem uns 20 deputados que queremos do nosso lado?)?

Uma vez analisado isso tudo, aí sim, como bons cientistas baseados em evidências (ou falta delas), deveremos colocar a boca no trombone. Afinal, chega de tratar esse ministério como moeda de compra de aliados. Pelo amor de Deus (ops!), Dilma ou Temer: ciência, tecnologia e inovação são coisas muito sérias, motores da economia dos países desenvolvidos. Escolham com muito cuidado quem poderá de fato criar as condições para se executar todo o potencial produtivo dos cientistas do Brasil.

Personalidades - Dez anos após primeiro disco, Criolo lança nova versão de ‘Ainda há tempo’ Álbum tem faixas ‘consertadas’ e um antigo rap que parece feito para tragédia de Mariana

RIO — Quando lançou “Ainda há tempo”, em 2006, Criolo ainda era Doido. O músico, que na época carregava o adjetivo no nome artístico, organizava a Rinha dos MCs em São Paulo e era um nome influente apenas no cena hip-hop. Uma década depois, aos 40 anos, Criolo extrapolou o rap, fez dois bem-sucedidos discos misturando a sonoridade afro-brasileira às rimas, e gravou um álbum de duetos com Ivete Sangalo em homenagem a Tim Maia. Decidiu, então, que era hora de voltar ao começo. Ou, como diria Kanye West, back to basics. Criolo chamou alguns dos beatmakers mais inventivos desta geração — como a dupla do Tropkillaz, Papatinho, Nave e Renan Saman — e gravou uma nova versão para o seu disco de estreia. Com direção musical de Daniel Ganjaman, seu parceiro desde “Nó na orelha” (2011), o disco repaginado está disponível para download gratuito a partir de hoje no site criolo.net.

Artigo de Opinião - De Daumier a Chico Caruso

07/05/2016 
Quem está processando são três advogados de Nova Friburgo, que querem ter seus 15 minutos de fama

Charges


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Você sabia disso ? - Médicos alertam para índices crescentes de HIV e HPV entre jovens, hepatite B e sífilis Mais da metade da população brasileira admite não usar camisinha

RIO — Não são poucos os indícios de que, outrora causadoras de pânico, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), hoje, parecem já não assustar. Grande sinal disso é que o uso de preservativos, principal forma de evitar essas infecções, torna-se cada vez menos popular: mais da metade da população sexualmente ativa admite não usar camisinha, mesmo que 95% reconheçam sua eficácia. Como consequência, a transmissão de hepatite B na população brasileira cresceu 74% desde 2004, e a transmissão de HIV na faixa de 15 a 19 anos aumentou 53% na última década. Enquanto isso, o estoque da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) — um dos principais causadores de câncer de colo do útero —, oferecida pela rede pública a meninas de 9 a 13 anos, está sobrando nos postos. A imunização só atingiu 44,23% dessas meninas este ano, índice bem longe da meta de 80%. E há, ainda, a assustadora epidemia de sífilis, que assola principalmente o Rio, estado com o maior número de casos da doença em gestantes e recém-nascidos.

Crônicas do Dia - Se correr e se ficar - Zuenir Ventura


A divisão do país provocou nas torcidas organizadas dos dois times um clima de ódio que transformou adversários políticos em inimigos e, pior, amigos em desafetos

16/04/2016 

Crônica do Dia - A Ilusão



Um governo para os pobres, mais do que um incômodo político para o conservadorismo, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real

Gosto de imaginar a História como uma velha e pachorrenta senhora que tem o que nenhum de nós tem: tempo para pensar nas coisas e para julgar o que aconteceu com a sabedoria — bem, com a sabedoria das velhas senhoras. Nós vivemos atrás de um contexto maior que explique tudo mas estamos sempre esbarrando nos limites da nossa compreensão, nos perdendo nas paixões do momento presente. Nos falta a distância do momento. Nos falta a virtude madura da isenção. Enfim, nos falta tudo o que a História tem de sobra.

Artigo de Opinião - Estado de alerta na democracia - Carlos Alberto Rabaça


O discurso político alimenta, há anos, as esperanças de sempre, que se transformam em desilusões a cada final de mandato

O DIA

Contos Machadianos - A Cartomante

A Cartomante

Machado de Assis


Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de Novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.

Artigo de Opinião - Lugar de estudante é na escola

10/04/2016 


Somente nos regimes totalitários as maiorias tratam as minorias como dissidentes e as eliminam

Artigo de Opinião - Shakespeare e Cervantes

10/04/2016 
Frei Betto
Assim como a obra de Shakespeare consolidou o idioma inglês, Cervantes produziu o mesmo efeito no espanhol

O DIA

Charges


Nossa Opinião - Outra Opinião

Soluções estruturais 

A Educação brasileira patina em números decepcionantes. O contencioso do país atinge tanto o básico, com especiais demandas no ensino médio, quanto o ciclo superior. Os indicadores apontam um perfil particularmente crítico nas redes públicas, com escolas mal equipadas, não raro depauperadas, defasagem salarial e de formação de professores, modelos anacrônicos de gerenciamento — enfim, uma soma de problemas que reclamam resultados estruturais, planos de ação eficazes e, sobretudo, vontade política de implementá-los.

Artigo de Opinião - Depois do dia seguinte

José Paulo Kupfer, O Globo

O vice-presidente Michel Temer está a todo vapor na missão de formar o Ministério de seu governo. Parece ter isolado a área econômica dos acordos partidários que teve de fechar para garantir a abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Faz sentido concentrar esforços na área econômica.

Artigo de Opinião - Violência do impeachment

Deparamos, no debate do impeachment, a maratona inédita da declaração, um a um, dos votos dos deputados. Preparavam-se estes para os minutos de glória, disputados até os segundos, implicando o grito de guerra ou o epitáfio, frente à sobrevivência da presidente. Mas a massa dos pronunciamentos importou num completo desvio da essência da questão, no entendimento à constitucionalidade da medida.

Você sabia disso ? - Religiões de matriz africana surgiram como resistência à colonização e à escravidão



Intolerância religiosa

Professor da UnB acredita que o sincretismo religioso tenha surgido durante o período colonial como resistência à escravidão e para garantir o direito da fé

Você sabia disso ? - Cultura afro nas aulas de arte






sexta-feira, 13 de maio de 2016

A fina ironia de Machado de Assis sobre a Abolição da Escravatura

Na crônica abaixo, Machado de Assis aborda com ironia a questão da abolição da escravatura, que havia ocorrido no dia 13 de maio de 1888. 

Crônica publicada no jornal Gazeta de Notícias, em 19 de maio de 1888. 

Bons dias! 

Artigo de Opinião - Em nome de quem - Flávia Oliveira

Em nome de quem

A presença ínfima de nomes indígenas e africanos revela o sequestro da identidade nacional

Tá na Hora do Poeta - Negro Soul - Luiz de Jesus


Negro Soul
(Poesia de Luiz de Jesus)

Sou negro, sou alma, sou vida
Sou fruto da semente germinada
Cultivada e regada
Com lágrimas sofridas

Sou negro, sou esperança, sou história
Sinônimo de raça
Expressão de graça
Símbolo de glória

Sou gen de uma raça
Que tentaram extinguir
Contra o vírus do racismo
Lutei e estou aqui
Sou negro, sou fato, sou um ser
Tenho alma, sou humano
Frustrei todos os planos
De tentar me dissolver
Não sou uma pele negra
Nem tão pouco uma cor
Sou negro, sou gente
Que ama e quer amor
Como negro que sou
Trago marcas do passado
Mas deixo marcas no presente
Me projeto pro futuro, me libertando das correntes
Há quem diga
Que o tronco, a senzala
Hoje é memorial
Navio negreiro, foi um transporte infernal
Sou um negro, no tronco da demagogia
Levando chibatadas de hipocrisia
Preso na senzala da indiferença
E transportado no navio da ofensa

Sou um negro, atrás da minha liberdade
Sou crioulo, sou um negro de verdade
Negro soul



Leia a matéria completa em: 13 de Maio, uma data que nos jogou ao léu - Geledés http://www.geledes.org.br/13-de-maio-uma-data-que-nos-jogou-ao-leu/#ixzz48XoDhvT5 
Follow us: @geledes on Twitter | geledes on Facebook






Você sabia disso ? - A Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel em 1888

A Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel em 1888

Do iG

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Artigo de Opinião - Incentivar ou não a ocupação das escolas ? - Marcus Tavares


Os ocupantes reivindicam não apenas pelos seus educadores, mas por melhores condições de ensino. Trata-se, portanto, de um posicionamento de defesa do espaço escolar público

Charges


Você sabia disso ? - 1º de Maio - Trabalho na MPB

RIO — Ataulfo Alves e Wilson Baptista soltam, em 1941, na voz de Ciro Monteiro: “Quem trabalha é que tem razão/ Eu digo e não tenho medo de errar”. Martinho rebate com malemolência, com versos de Darcy da Mangueira escritos em 1974: “Na segunda-feira eu não vou trabalhar/ Na terça não vou pra poder descansar/ Na quarta preciso me recuperar/ Na quinta eu acordo meio-dia, não dá/ Na sexta viajo pra veranear/ No sábado vou pra Mangueira sambar/ Domingo é descanso e eu não vou mesmo lá”. Com tintas cruas e contundentes, o rapper Projota descreve a dureza de um “bonde São Januário” contemporâneo, dos anos 2010: “Sardinhas enlatadas são jogadas ao relento/ (...) Porque dá mais trabalho chegar no trabalho do que trabalhar”.

Crônicas do Dia - Mediação nas escolas - Álvaro Chrispino

O Rio de Janeiro vive a experiência de ter suas escolas estaduais ocupadas por grupos de estudantes das próprias unidades, como ocorreu em São Paulo e Goiás. Em São Paulo, as ocupações foram motivadas pela reestruturação da rede oficial, sem o diálogo com a comunidade escolar. Já em Goiás, foi uma reação à gestão das escolas por Organizações Sociais e à entrega de escolas para gestão pela Polícia Militar. No Rio, as pautas de reivindicação são mais pontuais. Isto é, refletem mais as necessidades de cada unidade, apesar de alguns pontos em comum. Já são dezenas unidades ocupadas, em mais de 20 municípios, e o número só cresce!

Crônicas do Dia - Miss bumbum - Luis Fernando Veríssimo

Miss Bumbum
E como é feita a escolha da Miss Bumbum? Há uma votação democrática, é possível reverter a eleição por algum mecanismo legal ou extralegal?

01/05/2016 

Crônicas do Dia - O filho de Capitu -

O filho de Capitu
Não é possível achar que o mar seja o único vilão da história. Nem que se pense em construir uma ciclovia naquela costa, sem levar em conta a possibilidade de ressaca

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Você sabia disso ? - Machado de Assis e o Abolicionismo Maria Lúcia Silveira Rangel

Atualmente estão em moda as pesquisas sobre os dez ou as dez mais: os livros mais lidos, as personalidades dominantes e por aí vai.
Em novembro de 1997, segundo matéria publicada no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO por Rui Castro, a ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS elegeu por votação as catorze canções brasileiras mais marcantes do século. Uma pesquisa muito interessante que nos levou a recordações de músicas antigas e menos antigas como “Aquarela do Brasil”, “Carinhoso”, “Chão de Estrelas”, outras mais recentes, criadas pela bossa-nova e pelo tropicalismo, como “Alegria, Alegria”, ”O que será, Que será”,” O Bêbado e a Equilibrista”; confesso que achei essa pesquisa deliciosa, aplaudindo-a de coração.
Há algum tempo foram escolhidos os dez melhores contos da Literatura Brasileira. Claro está que Machado de Assis coloca-se em primeiro e segundo lugares, sendo os contos escolhidos “Missa do galo” e “A cartomante”.
Convém lembrar que como contista Machado de Assis é insuperável e possui tal número de contos que se torna difícil apontar qual ou quais melhores contos seus.

Você sabia disso ? - Machado de Assis e a escravidão

Machado de Assis é incontestavelmente um dos maiores escritores da literatura brasileira. Está citado no livro Gênio, de Harold Bloom, renomado crítico da atualidade, entre os cem maiores escritores mundiais. Segundo Bloom, “Machado reúne os pré-requisitos da genialidade. Possui exuberância, concisão e uma visão irônica ímpar do mundo”.

Personalidades - Mulata, bastarda e pobre, Maria Firmina dos Reis sofreu muito preconceito, mas foi a primeira romancista brasileira

Este ano, comemoram-se 190 anos de nascimento da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, apontada como a primeira romancista brasileira. Durante muito tempo, sua produção foi ignorada em detrimento de escritoras como a potiguar Nísia Floresta (1810-1885), nome importante na luta feminista, e a paulista Teresa Margarida da Silva e Orta (1711-1793), considerada a primeira mulher a escrever ficção no Brasil, fato contestável porque ela viveu a maior parte de sua vida em Portugal. Firmina é pioneira, porém, por ter conseguido publicar seus romances autonomamente, não sem esforço, além de atuar no magistério, tendo sido responsável inclusive pela inauguração de uma escola mista e gratuita no Maranhão, o que causou grande polêmica na época.

Charges


Artigo de Opinião - A tortura que permanece







SÃO PAULO — Lá se vão três semanas desde que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) exaltou o nome de um notório torturador ao votar pela admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Foi no domingo de 17 de abril. Nos dias seguintes, milhares de manifestações de repúdio às suas palavras, muitas delas acopladas a pedidos de cassação de seu mandato, desaguaram nas repartições públicas da capital federal e respingaram no noticiário nacional. Bolsonaro não recuou, mas procurou se explicar. Alegou que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto em 2015, aos 83 anos, embora apontado em processos judiciais como autor do crime de tortura, não foi condenado no Supremo Tribunal Federal como torturador. “Condenação em primeira instância não vale, ele nunca pagou uma pena”, declarou à Rádio Gaúcha (18/4/2016). Em outra entrevista, ressaltou que Ustra “recebeu a mais alta honraria do Exército Brasileiro pelo seu trabalho” (“O Dia”, 24/4/2016). Com essas assertivas, tentou convencer seus interlocutores de que, em sua declaração de voto, homenageou não um criminoso, mas um militar de carreira honrada, um “herói”.

Você sabia disso ? - Lei 10.639/03