terça-feira, 28 de novembro de 2017

Você sabia disso ?

A ideia de criar - se um Espaço de Cultura despontou da atenta observação, a partir da experiência de seu idealizador, de que , nos dias atuais, enorme parcela de educandos chega, até mesmo, ao Ensino Superior com considerável defasagem nas competências e habilidades de leitura, interpretação e produção textual, pelas mais distintas razões.
Com base na constatação dessas imensuráveis lacunas, surgiu a proposta de conceber - se um espaço que se propõe, de alguma forma, suprir tais carências inserindo mais significativamente, o seu aluno no universo da Leitura, Cultura e Escrita.
E a fim de capacitar nosso educando culturalmente, além das 02 horas de Aulas Particulares semanais, que ocorrem em nosso espaço, sito na rua João Alves Jobim Saldanha, nº 15 - Bairro da Glória - Fone Whatsapp - (22) 99931 - 7873, onde são desenvolvidas atividades buscando-se qualificar os aspectos de interpretação, estruturação ( Gramática) e produção de textos, o Projeto oferece, como um diferencial do trabalho a ser desenvolvido, também o que convencionou - se denominar Ações Culturais.
Ações Culturais
* evidenciado trabalho de leitura, análise e interpretação de textos diversos;
* desenvolver a competência leitora a partir das Matrizes de referência do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio e dos Descritores observados no PDE - Plano de Desenvolvimento da Educação; 
* procurar manter o educando em constante contato com os diversos Gêneros Textuais;
* com suporte no acesso ao Blog - Quem não gosta de Literatura - http://quemnaogostadeliteratura.blogspot.com.br/ - atualizar o educando dos principais acontecimentos que o rodeiam;
* proporcionar o acesso irrestrito a leitura de diversas obras de nosso acervo, tornando "obrigatória" a leitura de pelo menos uma obra por mês, com posterior atividade lúdica a respeito da mesma;
* desenvolvimento de Projetos Literários que envolvam biografia, contextualização e obra de um autor renomado da Literatura Brasileira, sendo neste ano de 2017, trabalhado o Projeto - Lima Barreto - Um Grito Negro no Brasil;
* efetuação de Palestras com temáticas culturais relacionadas aos temas trabalhados nos Projetos Literários, a serem marcadas precedentemente;
* levar o aluno a participar do Projeto - Cinema no Espaço, que procura inferir a utilização do cinema como uma ferramenta de ensino - aprendizagem oportunizando enfocar aspectos culturais, históricos, literários e políticos a partir de uma ampla interpretação;
* promoção de Excursões com temáticas culturais relacionadas também aos motes desenvolvidos nos Projetos Literários, a serem marcadas precedentemente.
* realização de Sarais Culturais.
> Ligue - nos, marque uma visita, venha conhecer melhor o Projeto e faça já sua reserva 2018 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Crônicas do Dia - A caça às bruxas - Ruth de Aquino

Quando vi populares atear fogo a um boneco com o rosto da filósofa americana de 61 anos Judith Butler em frente ao Sesc Pompeia, em São Paulo, sob gritos de “queima, bruxa”, senti arrepios de medo pelo que nos espera em 2018. Outro boneco foi queimado: o do “bruxo” Fernando Henrique Cardoso. Logo ele, FHC, um bruxo sem magia, que não consegue o milagre de unir o PSDB e frear a vaidade incontrolável de Aécio Neves.

Charge - Humor


Crônicas do Dia - Para além da árvore do esquecimento - Gabriel Chalita



Navios negreiros trouxeram dores inconfessáveis. O último contato com a terra-mãe, a África, se dava no "portal do não retorno"

Crônica do Dia - O conselho do Baobá - Gabriel Chalita

Baobá começou por dizer que era bom estarem juntos

11/11/2017 
O DIA

Rio - Lá estava ela, a árvore gigante, a que guarda segredos e sabedorias, a que enfrenta as intempéries e continua crescendo, a que não se apressa a não ser para não desperdiçar os tempos da infância. Sim, ela, a árvore, gosta das crianças. Ela as vê com raízes de esperança. Ela as aguarda com sombras preciosas para o tempo do aconchego. E com elas conversa.

Você sabia disso ? - Redação do ENEM


O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos – pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

"Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo", afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

O G1 entrevistou especialistas no assunto para entender quais os tópicos que poderiam ser abordados no texto.

Carência de intérpretes

O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

Resistência à inclusão

Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete.

“E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

Compreensão equivocada do conceito de incluir

É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade.

“O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

A importância do coletivo

Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações.”

Escolas inclusivas x escolas bilíngues

Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos – em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares.

“A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo.

“O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro "As imagens do outro sobre a cultura surda". Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino – só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.

“Tenho um filho surdo que estudou em escolas inclusivas da prefeitura e do Estado, mas os professores eram despreparados. Aos 11 anos, ele está agora com professores bilíngues e colegas surdos, aprendendo de verdade”, conta.

https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/redacao-do-enem-especialistas-em-educacao-de-surdos-sugerem-argumentos-para-o-texto.ghtml

sábado, 11 de novembro de 2017

Artigo de Opinião - Você sabe falar javanês ? - Conrado Adolpho


No conto “O Homem que sabia javanês”, de 1911, Lima Barreto conta a história do senhor Castelo, um malandro que fingia saber javanês para conseguir um emprego. É lógico que, como ninguém sabia falar javanês, ele acaba ficando famoso por ser o único tradutor de tal idioma. Um embuste.

Artigo de Opinião - O homem que sabia javanês e a Ética da Verdade - Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy



Lima Barreto viveu estado de permanente exclusão, o que certamente justificou o alcoolismo crônico que o derrubou, tirando-lhe a vida ainda muito jovem. Lima Barreto faleceu com pouco mais de 40 anos. Observador de ordem política que nascera da escravidão — ele mesmo descendente direto de escravos —, e que se fizera aliada de bacharelismo oco sem limites, Lima Barreto criticou a cultura oficial que ornava o Brasil dos bacharéis.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Artigo de Opinião - Tarefa de casa - José Pacheco


Crianças viraram adultos, pais viraram avós. Ecos de infantis agitos deram lugar ao deambular de idosos nas ruas do bairro. Uma escola orfã de alunos albergou serviços administrativos. Decorridos alguns anos, foi solução de alojamento de jovens ociosos, oriundos de famílias com menos de dois dólares de rendimento familiar diário. Ainda o sol não nasceu e já circulam ônibus nas estradas de terra da periferia, numa leva de jovens para um edifício cercado de grades e câmeras de vigilância, a que chamam “escola”. Cinco horas após a chegada, os ônibus devolvem à favela os alunos da manhã. E a cena se repete no turno da tarde, eivada de queixumes:

domingo, 5 de novembro de 2017

Tema da Redação ENEM 2017

A professora Carolina Pavanelli, do Sistema Eleva de Ensino, escreveu uma redação com base no tema "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", proposto pela prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Leia o texto abaixo:

Sinfonia de inércia

A história nos conta que Beethoven, notadamente surdo, encostava uma ponta de um canudo em sua orelha e outra no piano, a fim de que sentisse as vibrações das notas que não podia escutar. O músico alemão, porém, era um gênio, que pouco precisava de instrução formal para desenvolver sinfonias estupendas. A realidade da maioria das pessoas com deficiência auditiva, inclusive no Brasil, é bem diferente. A dificuldade de proporcionar uma educação de qualidade para pessoas surdas é um problema de descaso histórico. Afinal, enaltecemos o fato de que foi ouvido, no Ipiranga, o brado retumbante de um povo heroico, mas nos esquecemos de que, independentemente da placidez das margens e de quaisquer prosopopeias ufanistas, vivemos onde muitos não conseguem ouvir.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Editorial do Jornal O Debate - Saúde

Pode até ser clichê, mas a sequência de denúncias e reclamações que se propagam pelas redes sociais, nos últimos dias, evidenciam o estado crítico em que se encontra a gestão da rede municipal de Saúde, um sinal de que os efeitos da recessão econômica nacional são potencializados na rotina do cidadão carente.

Caro e complexo, o sistema de assistência médica do município requer, por ano, mais de R$ 500 milhões para sustentar uma cadeia que conta com
hospitais de média e alta complexidade, unidades
de emergência, postos de saúde e polos da Estratégia da Saúde da Família (ESF).

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Você sabia disso ? - Halloween e Folclore: uma linha tênue que você jamais imaginou!



 30.10.2017 Thayane Maria  

Conheça a relação entre as datas e seus significados.

Não é apenas nos Estados Unidos que criaturas aterrorizantes – criadas pela literatura ou pela cultura popular – tem um dia especial para saírem de seus esconderijos e adentrarem na vida das pessoas comuns. Para os americanos, este dia é o Halloween, data na qual são celebradas as criaturas das trevas mais presentes na cultura do país. No Brasil, esta comemoração pode ser realizada também no dia 31 de outubro, mas pelo Dia do Saci – data presente deste 2003, criada a partir do projeto de lei que tem como objetivo resgatar mitos do folclore nacional, em contraposição ao Dia das Bruxas, que tem origem na cultura celta. Outra data concebida para incentivar a cultura brasileira é 22 de agosto, que é comemorado o Dia do Folclore.

Crônicas do dia - Temer escravocrata - Aldir Blanc

Como sabe o juiz tucano Moro, seus companheiros de partido não são presos Diante da ética cafetinesca do presifraude Temeroso e seus parlamentáveis prostituídos, só a galhofa pode nos salvar.

Crônicas do Dia - Nevoeiro - Veríssimo

O empenho dos pró-Temer em evitar a investigação, mais do que qualquer outra coisa, provou como eram graves as acusações

29/10/2017 

Você sabia disso ? - ' Não é bom ser impedido de cantar' - diz Caetano Veloso


Cantor criticou decisão que vetou show dele em ocupação do MTST e declarou que esta é a primeira vez em que é proibido de cantar no período democrático

Por Ricardo Chapola

Artigo de Opinião - O direito ao delírio - Fernando Gabeira

Nos últimos anos de vida política em Brasília, disse a amigos que queria incluir uma nova bandeira entre as lutas cotidianas: o direito ao delírio. Sabiam que a palavra delírio não designava alteração da consciência, produzida por drogas. Ainda assim, não entendiam bem. Minha referência eram as alucinações que épocas, partidos, grupos e indivíduos cultivam sobre si próprios e, na maioria dos casos, são dissipadas pelo curso dos fatos.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Artigo de Opinião - O Bullying sempre existiu

O bullying sempre existiu


Tom Coelho 2011 
tomcoelho@tomcoelho.com.br 

Educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de ´Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional´, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. 

Artigo de Opinião - " Fulano é pós - moderno ", mas você sabe o que isso significa ?

“FULANO É PÓS-MODERNO”, MAS VOCÊ SABE O QUE ISSO SIGNIFICA?

Não, pós-moderno não é o "Social Justice Warrior" pregando lugar de fala, a esquerda não ortodoxa, ou a arte que você não entende. Para compreender isso, você precisará, antes de tudo, saber o que é modernidade e onde ela falhou.

FILOSOFIA
Por Eduardo Migowski  Em 5 de ago de 2017

Você sabia disso ? - Estudante atira e deixa 2 mortos e 4 feridos em escola de Goiânia



por Redação — publicado 20/10/2017 


Autor dos disparos tem 14 anos e é aluno do 8º ano de um colégio particular da capital goiana. Vitima de bullying, abriu fogo contra os colegas

Um estudante de 14 anos abriu fogo na sala de aula em que estudava, na 8ª série do Ensino Fundamental do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, bairro de Goiânia, na manhã desta sexta-feira 20. Dois estudantes morreram na hora e outros quatro ficaram feridos, todos de 13 anos e colegas de classe do autor dos disparos.

De acordo com informações do portal G1, o adolescente estava dentro da sala de aula e, no intervalo, quando a professora saiu, tirou da mochila a arma, uma pistola .40, e efetuou os disparos. Em seguida, quando ele se preparava para recarregar o revólver, foi contido por alunos e professores.

O adolescente foi levado à sede da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), mas as circunstâncias do crime não foram confirmadas pelo titular da delegacia, Luiz Gonzaga. Em seguida, o menor foi encaminhado para o Instituto Médico Legal para os exames de corpo de delito.

Leia também:
"Onde há mais armas, há mais suicídios e homicídios"
Quatro mitos sobre o "cidadão de bem armado"

O porta-voz da Polícia Militar de Goiás, Marcelo Granja, confirmou que o assassino é filho de policiais militares. O pai do adolescente terá de prestar esclarecimentos à corregedoria da Polícia Militar sobre como o filho teve acesso à arma.

Ainda de acordo com a PM, o adolescente responsável pelo crime estaria sofrendo bullying. “Informações preliminares dão conta que ele estaria sofrendo bullying, se revoltou contra isso, pegou a arma em casa e efetuou os disparos”, disse o coronel da Polícia Militar Anésio Barbosa da Cruz ao G1.

Ao mesmo site, dois alunos relataram os casos de bullying. "Ele sofria bullying, o pessoal chamava ele de fedorento pois não usa desodorante. No intervalo da aula, ele sacou a arma da mochila e começou a atirar. Ele não escolheu alvo. Aí todo mundo saiu correndo", revelou o aluno.

Outro afirmou que o garoto ameaçou os colegas antes do ataque. "Ele lia livros satânicos, falava que ia matar alguns dos colegas. Um dos garotos que foi morto falava que ele fedia e chegou a levar um desodorante para sala", contou.

As vítimas fatais foram identificadas como J.V.G. e J. P. C.. Os quatro feridos, três meninas e um menino, foram socorridos e encaminhados para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e para o Hospital de Acidentados.

https://www.cartacapital.com.br/sociedade/estudante-atira-deixa-2-mortos-e-4-feridos-em-escola-de-goiania

Tá na Hora do Poeta - Vida Sofrida



Vida sofrida

Há 108 anos morria,
No Cosme Velho,
O escritor da Gamboa
Aquele que dizia ao morrer que
"A vida é boa"
Se tornou famoso
Por se inspirar para seus textos
No próprio coditidiano.
Nem consigo imaginar,
Com seis anos de sua irmã,
Para sempre, veio a se separar.
Independente de idade
Ler Machado é uma experiência única
Todo mundo jura
Mesmo com a vida difícil que ele teve
Ler Machado só te enche de cultura

Emerson Viana 

Novembro de 2016 
Aluno do Projeto Espaço de Cultura / Aulas Particulares 

Artigo de Opinião - O Bullying e a violência na escola

A violência na escola tanto física quanto psicológica está aumentando consideravelmente e ganhando destaque na mídia. É considerado bullying: chutar, zoar, bater, ameaçar, e várias outras maneiras de humilhação. Esta situação é muito preocupante para toda a sociedade. O que fazer? 

Artigo de Opinião - O fim do Estado Laico

por Pai Rodney — publicado 29/09/2017 
Foram seis votos a cinco e o STF considerou constitucional o ensino religioso confessional. Mas o que essa decisão sinaliza?

Artigo de Opinião - Sobre capoeira gospel, bolinho de Jesus e afins



por Pai Rodney — publicado 20/10/2017 

Tornar a cultura negra palatável é uma estratégia do racismo. O debate sobre apropriação indevida é sério e necessário

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Você sabia disso ? - Fanáticos, e até traficantes, alimentam Intolerância Religiosa

Agência O Globo

RIO - Era um noite de domingo quando a corretora de imóveis Karla Tavares postou em um grupo de adoção de animais no Facebook: "Boa noite, amigos! Estou à procura de um gato preto para adoção, ou branquinho". Ela e o marido haviam acabado de perder um cão de estimação e decidiram preencher o vazio, levando para casa outro animal. Em um papo de casal, ficou a dúvida: qual deveria ser a cor do novo integrante da família?

Artigo de Opinião - Crimes bárbaros


Tortura se consuma quando, por discriminação racial ou religiosa, alguém usa violência ou grave ameaça para causar sofrimento

01/10/2017 - 
Jaime Mitropoulos, O Globo

domingo, 15 de outubro de 2017

Você sabia disso ? - Avanço ou Retrocesso ?

RIO- A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a oferta do ensino religioso confessional nas escolas públicas permite que continue havendo, nas aulas de religião, o conteúdo de apenas uma crença, promovida por religiosos de uma fé específica — o que gerou um forte debate na sociedade civil. Para compreender a posição de religiosos sobre o ensino confessional, O GLOBO ouviu representantes de cinco crenças distintas, de católicos a muçulmanos.

Entre os argumentos contrários ao parecer do STF, que foram maioria, estão os de que a promoção desse tipo de ensino, ainda que em caráter optativo, beneficiaria apenas as crenças hegemônicas e inflamaria episódios de intolerância. Os religiosos argumentam ainda que a medida fere o princípio de laicidade do Estado e defendem que a educação deve contemplar a pluralidade que permeia o Brasil desde sua formação como nação.

Já os religiosos favoráveis à manutenção desse tipo de ensino afirmam que ele não fere a liberdade de crença ou promove discriminação. Argumentam também que essa seria uma oportunidade de oferecer conhecimento sobre crenças que já são seguidas pela população.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que o ensino religioso tenha oferta obrigatória nas escolas de ensino fundamental do país, mas sua matrícula é optativa, ficando a cargo dos pais decidirem se os filhos farão ou não a disciplina. Não há diretrizes sobre como a educação religiosa deve ser conduzida nas escolas, e a LDB diz apenas que são “vedadas quaisquer formas de proselitismo.” No entanto, um acordo entre o Brasil e a Santa Sé assegura a promoção do ensino confessional nas escolas.

Após uma ação movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) alegando que o modelo confessional desrespeitava o princípio de laicidade do Estado, o STF teve que avaliar o caso.

A decisão final do Supremo refletiu a polarização sobre o tema. A votação acirrada precisou ser desempatada pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. No final, o placar marcou seis votos a favor do ensino confessional e cinco contra.

— Não consigo vislumbrar nas normas autorização para o proselitismo ou catequismo. Não vejo nos preceitos proibição que se possa oferecer ensino religioso com conteúdo especifico sendo facultativo — afirmou a ministra.

Os que votaram a favor do ensino confessional ponderaram que, como as aulas são facultativas, não haveria obrigação de os alunos se matriculassem em uma disciplina com conteúdo contrário às suas crenças particulares — garantindo assim o respeito à diversidade religiosa.

Já os ministros contrários ao ensino confessional argumentaram que o aluno que não se matrícula na aula de religião poderia passar por constrangimento. Defenderam ainda que a medida fere o princípio do Estado laico.

— A simples presença do ensino religioso em escolas públicas já constitui exceção à laicidade do Estado. A incompatibilidade me parece patente — disse o ministro Luís Roberto Barroso.



FREI BETTO

Escritor e Colunista de O Globo

A decisão do Supremo Tribunal Federal quanto ao ensino religioso confessional nas escolas públicas do país é um retrocesso, fere o caráter laico do Estado brasileiro e discrimina as confissões religiosas minoritárias em relação ao catolicismo e ao protestantismo, incluídos os evangélicos.

Na escola pública cabe o ensino das religiões, assim como há o das civilizações, já que são escolas laicas e jamais deveriam adotar disciplinas com caráter confessional, próprio das escolas particulares mantidas por instituições religiosas.

As escolas confessionais, aliás, deveriam evangelizar seus alunos, promover retiros espirituais. Pergunto-me se as nossas pontifícias universidades católicas formam também cristãos segundo os valores do Evangelho ou se apenas mão de obra qualificada para o mercado.

O mais importante nessa questão é que os valores éticos das tradições religiosas — como o amor ao próximo, o cuidado da natureza, a compaixão, a partilha dos bens, a solidariedade, a fome de justiça, entre outros — sejam temas transversais de todas as disciplinas escolares, tanto na escola pública quanto na escola particular.



ALEXANDRE MARQUES CABRAL

Professor de filosofia da UERJ e Pastor presbiteriano

A decisão judicial é uma interpretação do STF a partir de uma brecha da lei. Porém, por mais que tenha sido legalmente justificado, é uma medida promotora de violência e exclusão de grupos e crenças minoritárias.

Discursos confessionais não são apenas propositivos, mas sobretudo impositivos. Propõem uma perspectiva de vida conforme um quadro teológico, mas acabam impondo seu modelo referencial como única forma legítima de experiência do sagrado, de relação com a sociedade ou de condicionamento moral.

Eles não mostram academicamente a relatividade de seus modelos. Desdobram-se para um caráter dogmático das narrativas e práticas que historicamente tornaram-se hegemônicas na cultura ocidental. Reproduzir discursos confessionais inviabiliza, então, o questionamento de suas bases históricas e a pluralidade de posições.

A liberação do ensino confessional só abrirá espaço para religiões hegemônicas no país: as evangélicas e católicas. Perpetuará os mesmos modos de utilização de símbolos religiosos contra as experiências religiosas indígenas, de matrizes africanas, do espiritismo, judaísmo e islamismo, que não terão suas vozes respeitadas.



NILTON BONDER

Rabino

Sou contra. Todos os sentidos da palavra “confessional” já apontam para sua inadequação em um sistema público generalizado. Reconhecendo as vulnerabilidades do nosso sistema educacional, não achar que ideias não-inclusivas, convencimento, crenças pessoais e discriminações ganham oportunidade com esta decisão (do STF) é no mínimo ingênuo.

O estudo das religiões, sua História, costumes e folclore é área do conhecimento e deveria ser ensinada por educadores. Já os aspectos positivos intrínsecos às religiões — possibilidade de solidificar valores éticos e ampliar vínculos coletivos através de raízes ancestrais — dificilmente podem ser transmitidos por indivíduos descompromissados com as mesmas, mas, paradoxalmente, menos ainda pelos que estão compromissados por meio de uma “confissão”.

A sala de aula é um lugar sagrado devotado primordialmente à educação e à criação de um senso crítico por parte do aluno. Só vejo isso preservado com segurança se feito por um profissional da educação falando não-confessionalmente ou como uma cadeira interconfessional onde a pluralidade dá conta de qualquer perigo de persuasão.


DOM LEONARDO STEINER

Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por natureza, é defensora da liberdade religiosa no país e também defende o direito dado pela Constituição Federal ao ensino religioso nas escolas públicas, sem discriminação confessional. A recente decisão do STF sobre esse assunto ainda precisa de um necessário processo de regulamentação.

A CNBB pode dar sua colaboração para que o ensino religioso confessional, de matrícula facultativa, respeite a diversidade religiosa e não discrimine ninguém.

Não se trata de uma defesa da Igreja e dos seus interesses, mas do direito de o povo ter acesso às tradições das religiões que professa.

O Estado brasileiro não é regido, na sua legislação, por normas de determinada religião. Portanto, é laico. A religião necessita dessa liberdade. O Estado, se democrático, deve garantir a liberdade religiosa. Nossa Constituição assegura a liberdade religiosa, como também prevê o ensino religioso (artigo 210, parágrafo 1º).

Os valores e ideais que a religião oferece são públicos. O modo de ser de alguém que professa a sua religião transparece nas relações, na defesa dos diretos, na solidariedade e fraternidade. Esses valores fundamentais não são privados, são constitutivos de uma sociedade.

ALI HUSSEIN EL ZOGHBI

Vice-presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil

Sou contra o ensino religioso confessional nas escolas públicas do país, visto que o Islã aceita o Estado Laico de direito baseado nos princípios pelos quais o laicismo foi fundado, assim como cita em uma das premissas do Alcorão Sagrado no capítulo 2, versículo 256 que diz “Não há coação, coerção e imposição quanto à religião...”.

Acreditamos que as crianças devam ter o conhecimento das diferentes religiões como pressuposto para afastar o preconceito e como uma forma de ensino das distintas culturas, desde que seja elaborada por instituições representativas dialogando com os agentes educacionais públicos. Para firmar a qualificação destes profissionais é importante também que os conteúdos sejam certificados pelas instituições educacionais públicas.

Defendemos que os profissionais que lecionam essas aulas devam ser qualificados para a correta condução dos conteúdos certificados, pois só assim o aluno, como parte prioritária carente de proteção da lei, será atendido corretamente na necessidade do reconhecimento da dimensão espiritual do homem em contraponto `à difusão desmedida do materialismo de vertente pessimista.


IVANIR DOS SANTOS

Babalaô e interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do rio

Ao proclamar a validade de um ensino específico nas escolas pública brasileiras, o Supremo Tribunal Federal fomenta o crescimento da intolerância religiosa no país diante de todo o ranço preconceituoso e racista que há sobre as culturas e religiosidades de matrizes africanas.

A medida fecha todas as possibilidades de diálogo inter-religioso em prol das liberdades, pluralidades e humanidades. Tal decisão enfatiza cada vez mais o caráter teocrático do Estado brasileiro, que desde suas construções históricas vem se travestindo de Estado laico, plural, democrático racial e religiosamente.

Ao nos debruçarmos sobre nossas formações históricas, vemos que, desde o período colonial até os tempos atuais, as relações entre o poder temporal (Estado) e o poder espiritual (Cristão) sempre estiveram em total sintonia harmônica.

Acreditamos que a educação é a arma mais eficaz para combater a intolerância. Só é possível construir um país mais tolerante desenvolvendo um ensino religioso que possa abarcar todas as crenças e religiosidades do Brasil, e ensinando o quão importante é conviver e respeitar as diferentes práticas religiosas.



Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/conheca-as-opinioes-de-lideres-religiosos-sobre-ensino-confessional-nas-escolas-21920120#ixzz4vcpzIiTw
stest

Artigo de Opinião - Ascensão do fascismo - João Batista Damasceno


No Brasil, a pretexto de combater a corrupção e restabelecer a moralidade, se convulsiona o país, promove-se uma das maiores crises de nossa História e avolumam-se os desempregados e excluídos

16/09/2017 
O DIA

Você sabia disso ?

Propaganda em metrô do Rio gera polêmica por preconceito subliminar

Uma peça publicitária do Metrô Rio instalada na estação Antero de Quental, no Leblon, vem gerando polêmica dentro e fora dos vagões. Criada para promover a Linha 4, que liga a Zona Norte da cidade à Barra da Tijuca, passando por bairros nobres da Zona Sul, a propaganda mostra dois casais isolados — um formado por negros, outro formado por brancos — com a legenda: “Linha 4, conectando de ponta a ponta”. Nas redes sociais, choveram críticas à publicidade que, na opinião de internautas, carrega um preconceito subliminar.
“Deixa eu ver se adivinhei: o casal de negros representa a Zona Norte, e o de brancos, a Zona Sul. Lamentável”, escreve a internauta Thalita Santos, no Facebook. Outra usuária das redes é mais incisiva: “Que vergonha. Infeliz demais essa propaganda claramente racista”, diz Débora Fonseca. Até o senador Lindbergh Farias usou as redes sociais para criticar a peça: “O metrô Rio agora oferece racismo na sua propaganda institucional. Mas o Ali Kamel diz que não existe racismo no Brasil... Vai vendo”, escreveu.
Na estação onde foi instalada, a propaganda divide opiniões. Para o arquiteto Leandro Ferreira, de 35 anos, a publicidade não propaga o racismo.
— Não consigo ver como racismo. A Linha 4 pega toda a Zona Sul, incluindo a Rocinha, que tem baixo IDH. Também pega Uruguai, que é uma área mais nobre da Zona Norte. Além disso, a imagem não indica que cada casal representa uma zona da cidade. Não consigo ver esse vié — argumenta o arquiteto.
De outra opinião partilha o técnico em impermeabilização Josias Azevedo, de 43 anos.
— Embora não seja uma mensagem explícita, realmente tem um duplo sentido. A verdade é que o preconceito racial é uma ferida na alma do brasileiro. Quando acontece uma coisa assim, mesmo sem intenção, acaba tocando novamente nessa ferida — diz ele.
Para o presidente nacional da Comissão da Verdade da Escravidão Negra do Brasil da OAB, o advogado Humberto Adami, não há dúvidas de que existe um preconceito subliminar na propaganda.
— Pode ser encarado como difusor de um racismo geográfico, ao indicar que moradores de uma região são todos negros, em especial os de baixa renda, enquanto que outros, de maior renda, são brancos. Pode não ser intencional, o que prova que o racismo está escondido no interior das cabeças, em especial os publicitários da campanha do metrô — diz o advogado.
Após a repercussão, a concessionária informou, em nota, que vai retirar a propaganda. “O MetrôRio é totalmente contrário a qualquer forma de discriminação e sempre primou pela valorização à diversidade em suas campanhas de comunicação. Em relação à peça publicitária “Ligando o Rio de ponta a ponta”, a Concessionária lamenta que tenha gerado uma interpretação oposta às nossas convicções e informa que vai retirá-la da estação, em respeito às pessoas que se sentiram ofendidas”.

Crônicas do Dia - O Dia do Mestre - Bayard Boiteux

Temos a possibilidade única de nos aculturar a cada viagem, conhecer novos comportamentos e deixar nossa mente viajar pelo mundo para nunca parar de lutar, por um Estado que priorize a Educação e o professor

14/10/2017 
O DIA

Charges


Crônicas do Dia - Os mistérios da Primavera

Os homens se distanciam dos mistérios e, por isso, não compreendem

24/09/2017
O DIA

Você sabia disso ? - 'Me senti sob chicote, numa senzala'

L. ergue o machado de Xangô, entidade da justiça no Candomblé. Exatamente o que ela pede em relação ao ataque a seu terreiro, um dos oito quebrados em dois meses por traficantes que dizem ser evangélicosSandro Vox / Agência O Dia

domingo, 8 de outubro de 2017

Crônicas do Dia - O que me mete medo - Ruth de Aquino

Em nome da religião, da moral e dos bons costumes, foram cometidos na História crimes tenebrosos. Mesmo assim, a humanidade não aprende. Continua até a eleger fundamentalistas religiosos. A submissão a fanáticos de fala mansa, a mistura explosiva de política com fé num Estado laico, o discurso da verdade absoluta e a intolerância com outras crenças, tudo leva a algo perigoso: a censura. De pensamento, de expressão e de comportamento.

Crônicas do Dia - A Igreja vai à Escola - Júlio Furtado

O Estado laico deve se manter neutro diante de quaisquer manifestações religiosas. É isso que o caracteriza

07/10/2017 
O DIA

Crônicas do Dia - As dores do reitor - Gabriel Chalita

A compaixão é um valor iluminativo ao direito. Compreender a dor do outro melhora a atuação dos profissionais que exercem poder

Você sabia disso ? - Ensino confessional ?!!!!




Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF), considerou constitucional o ensino público religioso confessional, ou seja, ligado a uma crença específica. Ministros rejeitaram a ação da Procuradoria Geral da República para que as aulas fossem genéricas e abordassem aspectos históricos e sociais das religiões. A partir do julgamento, a matéria confessional pode ser oferecida pelas escolas públicas de forma facultativa.

Crônica do Dia - Armas e guitarras - Fernando Gabeira



A semana começou pesada com o massacre em Las Vegas. O número de mortos e feridos só crescia. De novo, pensei, virão à tona as discussões de sempre: controle de armas e as causas que levam uma pessoa a esses crimes tenebrosos. Cheguei a pensar um pouco sobre Stephen Paddock. Ele foi a uma loja em Mesquite chamada Guns and Guitars. Suponho que venda armas e guitarras. Se fizesse a escolha certa, no máximo incomodaria o vizinho. Depois, veio a questão do pai, assaltante de bancos, fugitivo da prisão. Será que há alguma coisa genética nisso e, se houver, é possível demonstrá-la cientificamente? Não ouso avançar nesse difícil caminho de entender o ódio pela Humanidade. Os do amor ferido são mais transparentes.

domingo, 17 de setembro de 2017

Crônicas do Dia - A política como caso de polícia


Não sei se a história da República registra um momento como este, em que um presidente em exercício e um que pretende voltar a sê-lo se encontram em igual risco

16/09/2017 
Zuenir Ventura, O Globo

sábado, 16 de setembro de 2017

“Vários desses traficantes foram formados em lares evangélicos”, diz pesquisadora

As recentes imagens da violência intolerante contra religiosos de matriz africana escancararam um problema recorrente desde pelo menos a década passada: a ameaça de grupos armados aos cultos afro em favelas e bairros populares do Rio. Além do horror e indignação frente a tudo que os vídeos mostraram, eles também fizeram ressurgir questões a respeito de como o ódio religioso pode ter chegado a tal ponto.

sábado, 9 de setembro de 2017

Gosto de roçar a minha língua na língua de Luís de Camões


Artigo de Opinião - Escolas que só 'curam gripes' - Julio Furtado

A quebra dessa lógica é necessária e urgente! O mundo plural em que vivemos não comporta mais escolas que só 'curam gripes'

09/09/2017 
O DIA

Artigo de Opinião - Museu da Liberdade

 ausência de políticas públicas inclusivas e decisões judiciais nitidamente preconceituosas demonstram que ainda não estamos libertos dessas práticas dos capitães do mato

09/09/2017 
O DIA

Crônicas do Dia - Tecnologia do desapego - Nelson Motta

Passo adiante os livros que leio e gosto para quem gosto e que goste de ler: a acumulação virou circulação

08/09/2017 
Nelson Motta, O Globo

Artigo de Opinião - Gatos e monstros - Milton Hatoum

Gatos e monstros

Por que somos tão passivos diante de tantos crimes? Onde estão as panelas?

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Gosto de roçar a minha língua na língua de Luiz de Camões


Artigo de Opinião - Quem são os neonazistas no Brasil ?

Número de pessoas interessadas no neonazismo cresce mais que a população brasileira, afirma antropóloga

Por Lu Sudré
Caros Amigos

Artigo de Opinião - A crise da educação no Brasil não é uma crise, é projeto

"A crise da educação no Brasil não é uma crise, é projeto"

Por Roberto Amaral 

"Gosto de roçar a minha língua na língua de Luís de Camões"


Você sabia disso ? - E então, vemos ressurgir Lima Barreto


22 de agosto de 2017Redação JC
Dissertação do IEB estuda maior atenção dada às obras do autor em períodos de instabilidade

Por Giovanna Querido

Baseando-se no livro Os significados e sentidos da obra de Lima Barreto (Carlos Eduardo Coutinho, 1970), o pesquisador do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) Alexandre Rosa retoma a tese de que a obra do autor carioca desponta em momentos de profunda crise. Ele o faz em seu recente trabalho de mestrado, denominado O conto em Lima Barreto: oscilação editorial e hibridismo estético. Esse interesse é também amplamente acompanhado pelo mercado editorial.

Durante os primeiros anos do governo Lula, quando o país passou por certa estabilidade econômica, o interesse do mercado editorial voltou-se a uma literatura mais ligada ao consumo – diferentemente do que se observa em momento de desequilíbrio, seja por motivos filosóficos, políticos, institucionais ou morais. Nos anos 60 e 70, as obras de Lima foram muito requisitadas diante do cenário de ditadura e redemocratização; depois, novamente, em 2010, com a incerteza de Dilma no governo; e, agora, de novo com a atual crise.

Assim, na 15ª Festa Literária de Paraty (Flip) foi impossível dissociar literatura de política.  A homenagem a Lima permitiu encampar debates acerca de racismo, feminismo, corrupção. “Um novo país pode ser pensado a partir de Lima Barreto”, disse a curadora Joselia Aguiar, preocupada com a diversidade no festival.

Irmãos de outra época

O dia 1 de novembro marca a morte de Lima Barreto (1902) e o nascimento de Lázaro Ramos (1970). Ambos foram meninos tímidos, acanhados e escritores. Depois, homens negros que, mesmo vivendo em séculos diferentes, sofreram e sofrem com o racismo.

Lima começou a vivenciar o preconceito racial quando foi estudar em colégios burgueses,  onde era o único negro.  Em seu diário pessoal, relata situações em que recebia notas menores de um professor ou era tratado de forma diferente em espaços da alta sociedade – evidenciando o racismo a que era constantemente submetido.

“É triste não ser branco no Brasil”. Lima escreve em seu diário.
O autor, então, passa a abordar a problemática em sua produção jornalística, questionando as teorias evolucionistas da época. Sendo sua mãe negra e empregada doméstica, o autor estava ciente do resquício da escravidão representado por tal ofício – assim como se faz Lázaro Ramos em Na Minha Pele, também denunciando uma falsa democracia social no país. Além disso, Lima é também o primeiro escritor a colocar personagens negros em primeiro plano, como faz em Recordações do Escrivão Isaías Caminha.

Assim, como o Indianismo de Alencar, o literato queria implementar o Negrismo como filosofia oficial. Seu objetivo era escrever um livro fundador dessa corrente estética, feito que não conseguiu ao longo da carreira. Embora o escritor fosse notório em sua cena, ele ainda tinha certa mágoa por não ter o reconhecimento das instituições literárias, a exemplo da Academia Brasileira de Letras. Nesse caso, o pesquisador Alexandre afirma que Lázaro foi mais longe, ocupando espaços e papéis de protagonismo tradicionalmente renegados à população negra.

Movimento negro

“Por sofrer o racismo na pele, Lima foi um dos grandes pioneiros para chamar atenção ao fato de que a África contribuiu para o Brasil e não o degenerou”, afirma Alexandre. Em suas produções, o autor começou a retratar de forma positiva a população negra brasileira. Assim, tornou-se um símbolo ao movimento negro e também à luta de outras minorias.

Nesse sentido, o pesquisador do IEB destaca um crescimento do movimento negro nos últimos anos. Isso é evidenciado pelos espaços de destaque que este passou a ocupar, como a mídia tradicional. “É preciso ocupar sim. Lima queria ocupar a Academia Brasileira de Letras”, reforça.

O escritor carioca é um referencial muito forte para que as vozes desses movimentos possam afirmar seu lugar de fala e de construção de identidade. Alexandre reitera, por isso, a importância do rap nos saraus e nos slam, que continua como principal propulsor para o surgimento de novos poetas.

Valor literário

Como a procura da obra de Lima aumenta em tempos crise, o pesquisador afirma que a leitura de sua produção ficaria muitas vezes limitada ao aspecto militante. No entanto, ele afirma que a obra do escritor marcou uma revolução literária nas formas de se perceber uma realidade que estava se formando no século passado, durante a primeira República.

Enquanto, no Brasil, tentava-se incorporar o modo de vida europeu a partir de teorias como o Darwinismo Social e o Positivismo, Lima se posicionava contra isso em suas produções jornalísticas e em seus livros.

“Literariamente ele não é só isso, ele não é só um panfletário”, diz.  Ao unir crítica social e reformulação da linguagem, Lima Barreto é considerado um dos grandes arautos do Modernismo Brasileiro.

Artigo de Opinião - O inofensivo Bolsonaro

Carlos Andreazza, O Globo

Jair Bolsonaro é candidato a presidente, tem cerca de 15% nas pesquisas e vem de alugar um partido para concorrer. Nunca, porém, geriu algo que não a vida dos filhos.

Crônicas do Dia - E a Monarquia ?

No momento em que a sociedade aspira por valores éticos, morais, de educação e cultura compatíveis com a grandeza nacional, o exame da questão não poderia ser eliminado ou ignorado

07/09/2017 00:02:09
O DIA

Crônicas do Dia - Pede pra sair, Governador ! - Artur Xéxeo

A esta altura do campeonato, já se pode concluir: Pezão não deu certo

Conto - Eis - me - Rita Lee



Eis–me
Eis‑me aqui viva, mera mortal, filosofando sobre a vida, sobre Deus, sobre a crise mundial. Vem‑me à cabeça minha herança e lembro de mim criança, depois adolescente e assim como todos, carente. Muito antes que depois fui mutante, mulher e amante. Eis‑me aqui perdida no futuro do presente, neste mundinho esquisitão, sobrevivente da bobalização. Meio insatisfeita sou a sujeita do verbo ser star, estrela perdida no índigo do céu, pés no chão, cabeça na lua, coração ao leo. Homens não sabem como dizer adeus, mulheres não sabem quando. Posso resistir a tudo, menos à tentação, e descobri que sou quem eu estava esperando. Eis‑me aqui dia seguinte profissa, espreguiça, lava a cara, escova dente e cabelo, dá uma piscada pro espelho e parte pra rotina de dar bons‑dias. Trabalho como se não precisasse do dinheiro, danço como se ninguém estivesse me olhando e perdoo meus inimigos, nada os deixa mais putos. É uma pena que estupidez não cause dor. Eis‑me aqui caidaça no meio da naite, birinaite, cachaça, me levo pra casa depois de muito blá‑blá‑blá, chego e ainda como um resto de pizza com guaraná. Dou um suspiro, respiro, me inspiro e piro na maionese de mim mesma, esta lesma lerda que não sabe por que caiu, nem onde escorregou. Eis‑me aqui confusa, uma estúpida com raros momentos de lucidez, minha consciência limpa é sinal de memória fraca, um boato que entra pelo ouvido e sai por muitas bocas, depois eu é que sou louca. Tusso na frente de um fumante para ele se sentir culpado, depois queimo meu baseado na calada da noite, lá fora o frio é um açoite, então fecho os olhos, não se preocupe comigo, eu apenas estou morrendo. Ei‑me aqui odiando o amor, me abrace por favor, chego à conclusão de que talvez esteja errada, na esperança nada permanece, só a mudança. Estranhos são amigos esperando eu os encontrar, hay mucho que hacer, calo a boca e sorrio, seria engraçado se não tivesse acontecido comigo. Eis‑me aqui na mesmice, nunca vou perdoar as palavras que não disse, não tenho preconceito, neste mundo odeio tudo igualmente e quando não consigo convencer eu confundo, melhor te amar, se tenho medo da solidão melhor não me casar. Eis‑me aqui bem‑amada, Houston, we have a problem, minha namorada é homem, sou o oposto da puta porque estou pouco me fodendo, não estou podendo tanto assim, ai de mim que não sei se acendo uma vela ou se xingo a escuridão, ando tão sem tempo de tanto assistir televisão. Eis‑me aqui falada, mal‑bem‑amada, o vestido mais bonito uso para ser despido, a vida é tão tranquila que devia emitir atestado de óbito, é óbvio que uma das coisas que me dão mais prazer é fazer o que não devo, vou comer e aproveitar até a última mastigada. Eis‑me aqui me despedindo de mim depois de vomitar a alma, felicidade é a minha direção não meu destino, me peça para ter calma, antes de rezar vou me perdoar, antes de desistir vou tentar, antes de falar vou escutar. Eis‑me aqui renascendo, sendo mais eu do que jamais fui, de que me adianta falar bem se estou errada no que digo, não me ofereça sua sabedoria, me dê apenas um copo d’água, uma fatia de pão e um pouco de circo. Só não posso viver com quem não consegue conviver comigo, nessas eu tive foi sorte. E se você não salvou minha vida, pelo menos não arruíne minha morte.


Rita Lee 

Entrevista - Rita Lee - "Uma palhaça que faz graça até da desgraça"

POR CRISTINA FIBE 13/08/2017 


 RIO — Ela anunciou a aposentadoria dos palcos, se isolou em sua casa em São Paulo, reduziu o contato (presencial, ao menos) com imprensa e público. Mas a cantora e compositora Rita Lee, que chega aos 70 no último dia do ano, não parou de trabalhar. Primeiro, viu sua “Autobiografia” virar fenômeno de vendas ao ser lançada, em novembro passado. Meses depois, leva às lojas mais uma obra, “Dropz” (Globo Livros), desta vez uma reunião de 61 contos que misturam ficção e realidade e acompanham pequenos desenhos da própria autora.

Sobre o tom descrente e sarcástico com que aborda, no livro, temas como terrorismo, feminismo e política, Rita diz que é preciso ter uma “boa dose de humor, ou a velhice pode ficar amarga demais”. Em entrevista por e-mail, ela conta ainda que gostaria de se aventurar num romance policial (“sou boa em desvendar crimes, meu autor predileto é Rex Stout”), anuncia um filme para breve, escondendo qualquer detalhe, e não descarta voltar a lançar um disco de inéditas (“nunca parei de compor”), se a “preguiça de aposentada deixar”.

Quando foram escritos os contos de “Dropz”? Você sempre teve o hábito de escrever ou o seu afastamento dos palcos é que gerou o tempo para a nova atividade?

Depois que escrevi a bio bateu um vazio tipo pós-parto, e naturalmente minha cabeça começou a imaginar um novo filho. Foi só pegar meu iPad que os contos foram saindo sem que eu soubesse o final deles, uma surpresa até para mim. Sempre tive o hábito de escrevinhar, mas depois que me afastei dos palcos pude extravasar mais o côté escritora.

O sucesso comercial da autobiografia te estimulou a lançar o novo livro?

Muito antes da biografia, eu escrevia historinhas pelo Twitter. Algumas acabaram saindo num livrinho com ilustrações de Laerte (“Storynhas”, de 2013). Séculos atrás (nos anos 1980 e 1990), lancei três livrinhos infantis sobre as aventuras de dr. Alex, um ratinho que defende os direitos dos animais. E, sim, a biografia me deu mais segurança para escrever o “Dropz”.

O livro traz desenhos seus. Qual o espaço que a Rita artista plástica ocupa na sua vida?

Veja você que além de ter a cara de pau de me pretender escritora também me meti a fazer as ilustrações do “Dropz”. Estou sempre envolvida com tintas e pincéis, me faz passar o tempo com mais leveza.

Qual é a história por trás do quadro que ilustra a capa do livro?

A capa é um autorretrato que fiz para Roberto (de Carvalho, seu marido) há 20 anos e é como sempre me vi: uma palhaça que faz graça até da desgraça.

Você já disse que os contos são historietas reais num mundo paralelo. Depois de uma autobiografia de sucesso, quanto de sua própria experiência ainda há nessas linhas?

Algumas delas são meditações cotidianas, outras são loucuras que passaram pela cabeça, outras ainda sou eu querendo imitar La Fontaine.

Nos contos, você aborda temas como terrorismo e violência e fala em um país que é o “reino da putaria”. Esses contos refletem a sua maneira de ver o mundo e o Brasil hoje?

Aos 70 anos, observo o mundo ao redor e os paralelos com mais desapego, hay que tener uma boa dose de humor e sarcasmo, ou a velhice pode ficar amarga demais.

Um conto como “Ateu” reflete a sua própria descrença do mundo? A raça humana não deu certo, como escreve no texto?

Psicografei a cabeça de um ateu no mundo de hoje: ele ia me contando como enxergava algumas questões sobre o assunto e eu apenas anotei. Sou uma ateia que coleciona santinhos de todas as religiões e que percebe o divino através dos animais; nós, humanos, somos apenas coadjuvantes.

Como vê a crise política que o Brasil enfrenta? Há solução em vista?

A polarização tá muito chatinha, não confio em nenhum dos lados. O voto obrigatório é o grande vilão do Brasil.

Quem seria o presidenciável que teria o seu voto no ano que vem?

Nenhum dos pré-candidatos até agora me fará sair de casa para votar.

Em entrevista ao GLOBO, Ney Matogrosso comentou, sobre as homenagens que recebeu no Prêmio da Música Brasileira, que a convidou para estar no palco da festa, mas você recusou. Ele chegou a dizer que o Rio estava mesmo muito perigoso para você vir. Foi o medo da cidade que a motivou a dizer não? Qual é a sua relação com o Rio hoje?

Cara, eu só saio da minha toca em caso de incêndio, coisas de uma velhinha que ficou cansada de agitos. Homenageio Ney nas minhas meditações, nas minhas orações, Ney é meu Bowie tropical. Faz um bom tempo que não vou ao Rio, no século passado tive a honra de ganhar cidadania carioca, sou uma paulista que não deixa falarem mal do Rio. #voltacapitalparaorio


O seu afastamento dos palcos prevê uma exceção para comemorar seus 70 anos, em dezembro? Há algum plano para a data?

O plano é lançar em março um coffee table book me auto-homenageando com fotos e curiosidades da minha vida. Vou passar meu aniversário quietinha com minha família, meus bichos e minhas plantas.

Uma exposição de itens seus seria possível? Como preserva seu acervo?

Tenho um sótão abarrotado de lembranças, dia desses faço uma expo-baú do arco da velha.

O que mais há para brotar dos seus escritos? Você anda compondo também?

Nunca parei de compor; dia desses, se minha preguiça de aposentada deixar, posso até lançar um disquinho de inéditas... Pensando bem, um single é bem menos trabalhoso e mais objetivo. E ainda vem aí um filme... Ah, são tantas emoções...



Leia mais: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/depois-do-best-seller-autobiografia-rita-lee-lanca-livro-de-contos-21700333#ixzz4rzm2OoRq
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