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domingo, 12 de julho de 2020

O que pode esta Língua ? - Célebro ou Cérebro?

A forma correta de escrita da palavra é cérebro. A palavra célebro está errada. O substantivo masculino cérebro se refere ao órgão mais importante do sistema nervoso central dos animais, ou seja, à maior parte do encéfalo. Refere-se também à capacidade intelectual das pessoas, sendo sinônimo de inteligência, gênio, intelecto, cuca, percepção, entendimento, mente,… Pode indicar ainda um mentor intelectual, ou seja, o cabeça da atividade, bem como juízo, siso, tino.

A errada pronúncia de célebro em vez de cérebro é um erro de fonética e se deve a uma troca entre a consoante r e a consoante l. Este tipo de erro é frequente no português, sendo considerado um erro de ortoépia, ou seja, erro na correta articulação dos grupos vocálicos e dos fonemas consonantais.

A palavra cérebro tem sua origem na palavra em latim cerebrum, devendo assim ser escrita com r na segunda sílaba, não com l (cé-re-bro). Também assim deverão ser escritas as palavras cognatas de cérebro, como cerebral, cerebralizar, cerebrino, cerebrite, cerebração,…

Exemplos:
Devemos exercitar nosso cérebro com leitura, memorização, cálculos,…
O cérebro humano se divide no hemisfério esquerdo e no hemisfério direito.
O cérebro masculino é maior do que o cérebro feminino.

Não confundir!
Não existe a palavra célebro, mas existe a palavra celebro, forma conjugada do verbo celebrar na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo: eu celebro. A sílaba tônica da palavra celebro é a sílaba le, sendo uma palavra paroxítona.

Palavra relacionada: cérebro.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

"Gosto de roçar a minha Língua na Língua de Luiz de Camões"

Acerca de, a cerca de, cerca de, há cerca de?



* A cerca de

Significa aproximadamente = distância 

Exemplo - Moro a cerca de uma quadra da praça. / Moro aproximadamente a uma quadra da praça


* Acerca de 

Significa sobre, a respeito de

Exemplo - Falamos acerca de tudo / Falamos sobre tudo 

* Cerca de 
Significa quantidade
Exemplo - Cerca de 10 pessoas compareceram à reunião. / A quantidade de 10 pessoas compareceram à reunião. 

* Há cerca de 
O Verbo Haver neste caso pode significar tempo passado, no sentido de Fazer ou existência de algo, no sentido de Existir. 
Exemplo - Há cerca de dois anos, fizemos os testes./ Faz dois anos que fizemos os testes. 
     No Espaço de Cultura, há cerca de 20 alunos. / No Espaço de Cultura, existem 20 estudantes. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Qual é o plural de mel ?

O plural da palavra mel pode ser meles ou méis. Existe uma explicação histórica para este facto. No Latim, língua a partir da qual nasceu o Português, para formar o plural das palavras acabadas em vogal, acrescentava-se um -s, como ainda hoje se faz; e acrescentava-se -es para formar o plural das palavras que acabavam em consoante. Assim, de acordo com esta regra latina, o plural de mel é meles (mel + es), tal como acontece com a palavra mal, que no plural é males. Durante a evolução do Português, registaram-se muitas modificações nas regras gramaticais. Uma dessas modificações, que ainda hoje se mantém, foi, precisamente, a formação dos plurais em palavras acabadas em -al, -el, -ol e -ul. Segundo esta regra, retira-se o -l que está no fim da palavra e acrescenta-se -is. Por isso, méis, também pode ser o plural de mel (mel-> mé + is). As palavras pardal (pardais); papel (papéis); farol (faróis) e azul (azuis) são exemplos da formação do plural com esta regra. Mas atenção, a palavra mel é, de todas as palavras aqui apresentadas, a única que pode ter dois plurais; é uma excepção na Língua Portuguesa, a formação do plural na grande maioria dos substantivos acabados em -l faz-se aplicando apenas a regra ‘nova’.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Uma proposta de Trabalho - Palavras e erros sob investigação

Casa é com Z ou com S? Será que carro escreve com R ou RR? Questões como essas são parte da aprendizagem da Língua Portuguesa. A maneira como as escolas têm lidado com as dúvidas, no entanto, vem mudando bastante ao longo dos anos. Por muito tempo, os educadores defenderam que, para aprender a escrever, os alunos tinham de dominar plenamente, desde os primeiros anos do Ensino Fundamental, o código alfabético e as normas de escrita - como a pontuação e a ortografia. Surgiram aí práticas como a memorização de longas listas de palavras grafadas de forma descontextualizada e mecânica, sem que os estudantes aprendessem a construir bons textos.