Contam, sacaneando o autor ou o elogiando, que uma das mais lindas composições da MPB nasceu assim: um dia ele escreveu o verso "Se fizer bom tempo amanhã eu vou". Um ano depois lembrou que precisava dar continuidade à letra e acrescentou: "Mas se por exemplo chover, não vou". Claro que é brincadeira com a memória do maior compositor que a Bahia, onde nasceu em 1914 (no dia 30 de abril, mas pode-se comemorar todos os dias), legou ao mundo (Eu sei que temos Assis Valente, Batatinha, Gil, Caetano, Ederaldo Gentil... Mas, fazer o quê?). Também dizem as más línguas que o baiano opera em três velocidades: lento, lentíssimo e Dorival Caymmi. Pois foi lentamente que o Buda nagô dos cabelos e bigodes de algodão construiu uma das mais magistrais obras da MPB.
Este Blog é uma ferramenta de trabalho do Projeto Espaço de Cultura desenvolvido e ministrado pelo professor José Henrique da Silva
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
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