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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Artigo de Opinião - O empoderamento do crime em Macaé - Alberto Murteira



Mas que demonstração de poder! Isso que é poder! Fechar o comércio em menos de uma hora em plena terça-feira, botar literalmente todo mundo para correr e se esconder, verdadeira humilhação aos cidadãos de uma "rica" cidade que leva a alcunha de "Cidade do Petróleo", ou até de "Cidade do Futuro", como alguns preferiram chamar, no auge da farsa que engambelou um país inteiro e atraiu gente do Oiapoque ao Chuí para aqui fazerem suas vidas e depositarem seus futuros, que, diga-se, se tornaram mais incertos do que nunca! Nas barbas de tudo o que Macaé tem - uma miniatura de um país, com um quartel do Exército, as três polícias, MP, OAB, quatro lojas maçônicas e mais o escambau -, criminosos mostraram que são eles quem mandam no pedaço (este pedaço de mau caminho que se tornou a Princezinha do Atlântico), viraram tudo de pernas para o ar, mandaram no dia, largaram o aço, deixaram um lastro de sangue e violência em poucas horas, e ainda fizeram churrasco de cinco ônibus da única empresa que presta (mal e porcamente) o serviço de transportar cidadãos como sardinhas enlatadas. Realmente isto que é poder! Poder real e imediato, do tipo que deixa todos em suspense, como o mundo ficou depois que os americanos bombardearam Hiroshima e Nagasaki. Mantendo-se as devidas proporções, com o "bombardeio" de ontem eles colocaram em xeque não só a segurança pública, mas todo o poder público, todo o establishment local, e, sem sombra alguma de dúvida, cada um de nós.

Macaé se consagra como a "Cidade do Crime". Aqui se praticam com sucesso todos os tipos de crime, desde crimes ambientais, assaltos comuns, assassinatos, estupros e depredações, até os altamente rentáveis tráfico de drogas e o mais hediondo de todos, a corrupção na esfera política e administrativa, cujos efeitos são os mesmos de um lento, porém cruel, holocausto. E assim tal como a "mente vazia é oficina do Diabo", uma cidade onde suas autoridades, governantes e legisladores pecaram por atos e por omissões, é oficina da desgraça, da miséria, da insegurança total, do desrespeito absoluto ao cidadão e, enfim, à figura humana. Continuem pois, batendo palminhas para seus políticos favoritos, tirando leite de pedra para afirmar que um ou outro teria governado e feito alguma coisa por Macaé, que é graças a esta infeliz inocência (ou presença de malícia) que estamos todos apodrecendo junto desta seara decadente, desta carcaça que um dia foi, há muito tempo, em uma galáxia distante, um lugar decente para se viver.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Editorial do Jornal O Debate - Saúde

Pode até ser clichê, mas a sequência de denúncias e reclamações que se propagam pelas redes sociais, nos últimos dias, evidenciam o estado crítico em que se encontra a gestão da rede municipal de Saúde, um sinal de que os efeitos da recessão econômica nacional são potencializados na rotina do cidadão carente.

Caro e complexo, o sistema de assistência médica do município requer, por ano, mais de R$ 500 milhões para sustentar uma cadeia que conta com
hospitais de média e alta complexidade, unidades
de emergência, postos de saúde e polos da Estratégia da Saúde da Família (ESF).

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Editorial - Praga de Mota Coqueiro ?



Em pleno Carnaval não são todos que estão entregues ao ócio para a folia de Momo
O país em crise econômica, política e social, iniciada lá em 2013, continua fazendo estragos e são muitas as empresas, grandes e pequenas, que continuam fechando as portas, contribuindo para aumentar o número de desempregados que já ultrapassa os 13 milhões de pessoas - em sua maioria, jovens entre 18 e 29 anos. 
Macaé, cidade que teve todas as oportunidades para crescer ordenadamente e poderia ser nos dias atuais modelo para outros municípios, ficou com a fama exatamente ao contrário. Ninguém quer ter Macaé como exemplo, pois os últimos gestores não souberam fazer o dever de casa, e agora a população está pagando um preço alto por falta absoluta não só de políticas públicas, mas de planejamento para continuar alguns benefícios sendo revertidos para os contribuintes que pagam bem caro os impostos e taxas. 
No entanto, ninguém parece ver que o dinheiro escoa pelo ralo. Antes de 2008, empresários de olho no futuro projetaram também o município de Macaé para tal. Tivesse o porto planejado para ser construído em São José do Barreto dado resultado naquela ocasião, talvez nos dias de hoje a cidade não estaria como está, ou seja, relegada ao abandono. Pior de tudo, é que não se conhece a curto, médio ou longo prazo quais são as perspectivas para a cidade. Os exemplos de Brasília que, em efeito cascata, acabam disseminando para os municípios brasileiros, parecem  ter encontrado eco no município que carece de representação. 
Diariamente, através da mídia, emissoras de rádio, TV, jornais e redes sociais, embora a internet não seja um território livre como alguns possam imaginar - não são poucas as pessoas que reclamam dos serviços de saúde, educação, transporte, meio ambiente, desemprego, e por aí vai. Até a praga de Motta Coqueiro, pelo menos admitindo - se que tenha chegado ao fim nos idos de 1955,  parece perdurar até hoje. 
Pode ser que algo mude,  mas, por ora, está sendo para pior. E, para consolo de muitos, nada melhor do que o Carnaval para "esfriar a cabeça" 


Editorial do Jornal O Debate - 25 de fevereiro de 2017. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Crônicas do Dia - Impostos e Petróleo



O setor de petróleo é uma indústria de capital intensivo e de projetos a longo prazo. A previsibilidade das regras e a segurança jurídica são fundamentais para que as empresas possam planejar e implementar seus planos de investimento.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O legado perverso do petróleo

Queda nos royalties do petróleo gera crise nas cidades do Rio
Obras faraônicas nos últimos 15 anos estão abandonadas, e prefeituras cortam gastos na área social