sexta-feira, 5 de maio de 2017

Crônicas do Dia - A vida precária de Vitor Hugo - Ruth de Aquino

Vitor Hugo ainda não tem uma semana de vida, nasceu a 40 quilômetros do centro da capital federal, Brasília, e já conhece na pele o significado da palavra “precária”. Cerca de uma hora depois do parto, no Hospital Regional do Gama, foi jogado ao chão por uma enfermeira, enrolado no lençol, no meio da roupa suja.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Você sabia disso ? - Baleia azul - O perigo está mais perto

Polícia Civil abre investigação para identificar origem, no Rio, do jogo que preocupa os pais

16/04/2017 
BRUNA FANTTI


Rio - A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio começou a investigar uma rede de cibercriminosos que convencem crianças e adolescentes a participar de um jogo chamado de Baleia Azul, que tem como objetivo final o suicídio. Nele, o jogador tem que cumprir 50 etapas, que vão desde a “assistir filmes de terror” a “desenhar com estilete uma baleia no braço”. A última regra seria tirar a própria vida. 

O DIA apurou que a polícia já investiga a tentativa de suicídio de uma menina de 12 anos, ocorrida no Rio, na última semana, que seria em consequência do jogo. 

Segundo a delegada Fernanda Fernandes, que temporariamente está respondendendo pela DRCI, já há um inquérito aberto na delegacia após uma mãe denunciar, na quarta-feira, que seu filho, de 12 anos, recebeu um desafio.

“Inicialmente, achei um fato atípico. Mas, depois que li as mensagens, percebi que havia um certo convencimento na linguagem utilizada. Se a criança é induzida a se cortar isso configura lesão corporal, já que o ‘curador’ estaria agindo por autoria mediata (domínio da vontade alheia), se utilizando do incapaz para a prática de crimes”, disse. 

Curador é como o recrutador do jogo se autodenomina. Segundo Fernanda, ele é o responsável por recrutar menores para o Baleia Azul e passar as tarefas diárias, realizadas na madrugada. 

Crônicas do dia - Carta á hebraica - Arnaldo Bloch

Carta à hebraica

Ter recebido palestrantes de esquerda não é desculpa para receber um apologista da tortura e do abuso

Artigo de Opinião - Mito, judeu pobre e holocausto

Por causa deles não se admite soberania nacional ilimitada capaz de negar os direitos mínimos de toda pessoa humana ou grupos minoritários

08/04/2017 
O DIA

Artigo de Opinião - Anjo azul - Eugênio Cunha

Infelizmente, mesmo com apoio de familiares e educadores, boa divulgação na mídia, além de uma lei federal garantindo direitos e políticas públicas, encontramos casos de discriminação, intolerância e de exclusão

08/04/2017 
O DIA

Artigo de Opinião - Na greve geral, ditadura escancarada

A crítica de que greve atrapalha as pessoas é hipócrita: greve é um instrumento constitucional de pressão dos trabalhadores. Greves que deixam tudo funcionar normalmente não adiantam

01/05/2017 
O DIA

Rio - A greve geral de sexta-feira foi histórica. Quase um terço dos trabalhadores do Brasil cruzou os braços em todo o país, e muitos foram aos protestos nas capitais. Atos recentes já vinham agregando setores mais amplos do que aqueles contra o golpe em 2016. Suas pautas, como os direitos trabalhistas e a preservação da possibilidade real de se aposentar, são mais concretas e motivam o engajamento também daqueles que não entendiam a gravidade de um impeachment sem motivo.

Os transportes foram drasticamente reduzidos ou paralisados, o movimento no comércio despencou, ruas ficaram às moscas no Centro de várias cidades. A crítica de que greve atrapalha as pessoas é hipócrita: greve é um instrumento constitucional de pressão dos trabalhadores. Greves que deixam tudo funcionar normalmente não adiantam.

Novamente, parte da imprensa manipulou a informação para reduzir o impacto do feito conquistado pelos manifestantes e negar sua legitimidade. Enfatizou a destruição de ônibus e vidraças de bancos, construindo a falsa narrativa de que a Polícia Militar apenas reagiu para proteger a sociedade de arruaceiros, e de que houve confronto entre dois lados. O que realmente ocorreu no Rio e em outros lugares foi um massacre. O ato organizado no Rio foi impedido violentamente já em seu início na Alerj.

Conforme os manifestantes, que apenas defendiam pacificamente seus direitos trabalhistas e previdenciários, iam para outras áreas do Centro, como Candelária, Cinelândia e Lapa, os policiais os seguiam, encurralavam, de tocaia, jogando gás, atirando balas de borracha. Lançaram bombas contra as pessoas até de cima do helicóptero.

Desde o golpe de 2016 o Brasil tem uma ditadura civil. Como a repressão não era forte, muitos recusavam chamar assim o governo, preferindo termos leves como “golpista” ou “ilegítimo”. Mas após o massacre de 28 de abril as máscaras da ditadura caíram. Quanto aos black blocs, mesmo discordando que seus métodos sejam os melhores, como dizer que estão errados e são os vilões quando o aparato de repressão policial ataca indiscriminadamente todos os que saíram às ruas para exercer seus direitos políticos?

Guilherme Simões Reis é professor da Unirio

terça-feira, 2 de maio de 2017