terça-feira, 14 de junho de 2016

O que você sabe sobre ... Costumes indígenas: vida sexual, banhos, bebedeiras, família e educação ?

[...] uma das primeiras coisas que chamava a atenção dos europeus era a nudez dos índios. Oriundos de uma cultura na qual o uso de roupas pesadas que recobriam todo o corpo era a regra social e moral e o pudor era imprescindível, a nudez dos índios foi uma surpresa agradável para uns e chocante para outros. Segundo o Gênesis bíblico - referência fundamental da cultura europeia -, o primeiro efeito do pecado de Adão e Eva foi a vergonha da própria nudez e isto deu início ao hábito de os seres humanos cobrirem o corpo. O encontro de homens que andavam sem a mais leve noção de culpa, e mantinham costumes sexuais mais liberais que os dos europeus convenceu muitos destes de que se encontravam perante uma parcela da humanidade que não teria caído em pecado. Daí a racionalização posterior de que ao sul do Equador não existia pecado e que tudo era lícito tanto do ponto de vista sexual assim como as mais sanguinárias violências.

O que você sabe sobre .... O Reino Cuxita?

"A palavra Cuxe aparece, pela primeira vez, num texto egípcio, por volta de 2000 a.C. Refere-se a um reino que se entendia ao sul de Semna. Ali, terminava o "Ventre das Pedras" e abria-se a paisagem mais suave e mais propícia do Abri-Delgo, com suas planícies cultiváveis junto ao rio, a anteciparem as terras férteis de Dongola, mais ao sul [...]" ¹

Artigo de Opinião - Deus e o diabo nas trilhas do grande sertão

Por: Faustino Teixeira

Um dos mais fascinantes temas presentes no livro de Guimarães Rosa , “Grande Sertão: Veredas”  refere-se à tensão entre o bem e o mal. Em todo o precioso relato de Riobaldo a grande dúvida que o acompanha, da primeira à última página é: “o diabo existe e não existe”. Em precioso trabalho sobre o livro, a filósofa mineira Sônia Viegas busca refletir sobre “A vereda trágica do Grande Sertão: Veredas” (Viegas, 2009). Curiosa essa presença da figura do demônio na tradição ocidental desde os fins da Idade Média. Trata-se de algo que se relaciona com a polêmica religiosa, não há dúvida, mas de forma ainda mais substantiva, como lembrou Pierre Francastel, “à descoberta que o homem faz de si mesmo”. Nessa obra de Guimarães Rosa, vislumbra-se essa atmosfera sombria nas marchas e contramarchas do jagunço Riobaldo em busca de seu lugar no mundo. É um “espírito estranhamente místico, oscilando entre Deus e o Diabo” (Proença, 1958, p. 6).

domingo, 12 de junho de 2016

Artigo de Opinião - País precisa multiplicar bons exemplos na Educação - O Globo

A notícia de que o carioca Marcelo Viana, diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), se tornou o primeiro brasileiro a receber o Grande Prêmio Científico Louis D. — a maior distinção da França na área de pesquisa científica — traz orgulho e inquietação ao mesmo tempo: por que o país que produz mentes brilhantes como a de Viana tem um desempenho tão ruim no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), entre outros indicadores? Viana não é o único. Há menos de dois anos o matemático Artur Ávila Cordeiro de Melo ganhou a Medalha Fields, o “Nobel” de matemática, sendo o primeiro pesquisador da América Latina a receber a láurea da União Internacional de Matemáticos.

Crônicas do Dia - A culpa também é nossa - Zuenir Ventura

Impeachment é para impedir mandatos, não a civilidade. Uma lição a ser aprendida pelos iracundos dos dois lados

Você sabia disso ? - Um povo que dança











Crônicas do Dia - Perguntas que querem calar - Arnaldo Bloch

No cenário atual, nenhuma interrogação deve ser descartada

Há uns 20 anos a expressão “a pergunta que não quer calar” ganhou popularidade (e não perdeu mais) quando Artur Xexéo passou a usá-la em suas crônicas depois de tê-la ouvido da saudosa Scarlet Moon de Chevalier — que, por sua vez, teria se inspirado no subtítulo em português do filme “JFK” (1991). Não tive tempo de checar se já existia antes dessa simpática historiografia bairrista. Seja como for, é uma expressão saborosa que transforma a interrogação em sujeito e até em personagem: ansiosa por se libertar, a pergunta ganha vida e luta contra a opressão, independentemente da vontade do perguntador. Quanto mais perguntas que não querem calar, mais liberdade. Porém, há também as perguntas que querem calar. Oprimidas por forças ocultas, elas se multiplicam, ameaçando o debate. Eis algumas.