quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Você sabia disso ? - De onde veio a Festa Junina?

De onde veio a festa junina? Antes de falarmos sobre quadrilha, fogueira, pamonha e quentão, vamos ter de falar sobre ciência e história. Todo mês de junho, há uma data em que o dia e a noite têm a maior diferença de duração – o solstício. No Hemisfério Norte, é o mais longo dia de todo o ano. Esse é o período da colheita na Europa e, até mais ou menos o século 10, com os últimos pagãos se convertendo, as populações dos campos comemoravam a data e faziam sacrifícios para afastar demônios e pragas. “Como a agricultura é associada à fertilidade, cada região celebrava seu casal de deuses específico. No Egito, os votos eram para Ísis e Osíris. Na Grécia, havia a festa de Cronus, o patrono da agricultura, ou, apenas para as mulheres, Adônis e Afrodite, quando elas faziam plantações rituais e caíam na farra. Outro relembrado era Prometeu, o criador da humanidade - e quem trouxe a eles o fogo - não é um mistério como ele era celebrado. "O formato era mais ou menos como a gente conhece, com comida regional, danças e fogueira”, afirma a antropóloga e professora da PUC, Lúcia Helena Rangel.

Você sabia disso ? - 500 anos - Reforma Protestante

Há 500 anos, Martinho Lutero publicava suas 95 teses
Ao criar um racha no cristianismo ocidental, a Reforma Protestante mudou radicalmente a paisagem política e cultural do continente europeu
Reinaldo José Lopes

Quem vive no século 21 costuma ter dificuldade para entender a obsessão dos antigos europeus com o fim do mundo. Para um ex-monge que viveu no século 16, porém, era difícil não acreditar que o Apocalipse estivesse chegando. 

Ele deixou isso claro ao comentar o livro do profeta Daniel - um dos textos bíblicos que preveem o fim do mundo. "Tudo aconteceu e está consumado", escreveu Martinho Lutero por volta de 1530. "O Sacro Império Romano-Germânico está no fim, os turcos batem à porta, o esplendor do papismo se desvaneceu e o mundo está rachando por toda parte, como se fosse cair aos pedaços."

Se ainda estivesse vivo, é possível que Lutero ficasse decepcionado com a demora para que o Apocalipse ocorresse. Mas ele não forçou tanto a barra ao afirmar que o fim estava próximo. 

Estátua de Martinho Lutero em frente à Igreja Luterana Frauenkirche, localizada em Dresden, Alemanha


Graças ao ex-monge alemão e a uma geração de reformadores religiosos, um mundo, pelo menos, já tinha acabado: aquele que, durante mais de 1100 anos, unira os cristãos do Ocidente. No lugar de uma só igreja, monolítica, dominada pela supremacia do papa em Roma, metade da Europa Ocidental foi sendo tomada por igrejas que consideravam a velha tradição católica como uma corrupção inaceitável dos ideais cristãos. 

Esse desejo de renovação espiritual foi um dos pilares da Reforma Protestante. Mas como ela escapou de virar apenas outra "heresia" esmagada pela Igreja? O contexto histórico ajudou. 

Alguns camponeses, por exemplo, viram na Reforma a chance de corrigir injustiças do sistema feudal. Enquanto isso, no topo da sociedade européia, nobres sentiram que o grito dos reformadores era um ótimo pretexto para arrancar o poder de papas, cardeais e arcebispos. A mistura de intenções puras e objetivos interesseiros ajudou a Reforma a ir longe e redefiniu o mapa da Europa.

Tremor nas fundações

No começo do século 16, falar em "reforma" era conversa velha. Fazia centenas de anos que os intelectuais e místicos europeus malhavam a bagunça generalizada que parecia ter tomado conta da Igreja. 

"Na Idade Média, a palavra reformatio estava na boca de todos, assim como ocorre hoje com a palavra ‘democracia’. E se caracterizava pela mesma multiplicidade de significados", diz o holandês Heiko Oberman, um dos grandes estudiosos da Reforma, no livro Lutero: o homem entre Deus e o Diabo.

Os críticos atacavam a vida de riqueza e decadência dos líderes católicos e ficavam exasperados com a maneira como os altos cargos da hierarquia eclesiástica (que muitas vezes eram acompanhados pela posse de ricos feudos) viravam moeda de troca política. 

Mas o hábito que provavelmente mais escandalizava os intelectuais era a venda de indulgências. Com doações à Santa Sé, os cristãos mais abastados podiam, através de rezas por encomenda, reduzir o tempo no Purgatório e agilizar sua ida ao Paraíso - era quase como comprar um lugar no céu.

Todos os defensores da tal reformatio, entretanto, queriam corrigir o cristianismo de dentro para fora. Quebrar a unidade da Igreja era algo quase impensável. "Havia dissidências, mas elas geralmente eram localizadas, excessivamente diversificadas e sem coordenação", diz Euan Cameron, professor de Religião da Universidade Columbia, nos Estados Unidos. 

Cenário favorável

Quem deu uma mãozinha para tornar o reformismo mais radical foi o Renascimento. Com o declínio da Idade Média na Europa, a filosofia e a arte da Antiguidade estavam sendo redescobertas por estudiosos. Isso incluía os pensadores do começo do cristianismo e o texto original da Bíblia. 

Era a primeira vez em muito tempo que os acadêmicos da Europa Ocidental tentavam ler os Evangelhos em grego ou o Antigo Testamento em hebraico, deixando de se guiar apenas pelas versões em latim preferidas pela Igreja. Os textos antigos faziam seus leitores repensar as bases da própria fé e comparar o passado "santo" do cristianismo com seu presente mundano. O meio universitário europeu permitia uma certa liberdade para discutir esses temas.

Além do Renascimento, profundas mudanças sociais completavam o cenário favorável à Reforma. Com o desenvolvimento do capitalismo, surgia um mercado europeu dinâmico, envolvendo banqueiros, artesãos e comerciantes que queriam se ver livres de amarras políticas e religiosas para negociar. Especialmente na Alemanha, a terra natal de Lutero, muitas regiões começavam a se ver mais como parte de uma grande nação alemã que como membros do velho Sacro Império (que se estendia da França à atual República Checa), muito influenciado pelo papado.

Confusão na porta

Num ambiente cheio de insatisfação com a Igreja, quem deu o primeiro passo para uma mudança séria foi um monge alemão com doutorado que dava aulas na Universidade de Wittenberg. 

Nascido em 1483, Martinho Lutero era filho de um camponês que enriquecera ao se tornar empresário da área de mineração. Contrariando os interesses do pai, que queria fazer dele advogado, Lutero decidiu entrar para um convento ao escapar com vida de uma tempestade de raios.

O jovem se tornou um monge exemplar. Apesar disso, sua consciência vivia atormentada. Ele temia a justiça de Deus, acreditando que os seres humanos eram tão pecadores que jamais seriam capazes de alcançar a salvação. 

Estudando a Bíblia, ele concluiu que os cristãos só poderiam ser salvos pela fé: incapazes de se redimir por sua força interna ou por suas boas ações, os fiéis receberiam a salvação por meio da generosidade gratuita de Deus.

O papa contra-ataca

Roma demorou para formular uma resposta abrangente contra a ameaça da Reforma. Nos anos 1530, o Vaticano convocou uma comissão de religiosos de alta competência teológica e reconhecida moralidade para produzir um relatório sobre o que deveria mudar na Igreja.

"O relatório, chamado de Consilium de Emendenda Ecclesia e apresentado ao papa em março de 1537, foi uma bomba", escreve o historiador britânico Eamon Duffy no livro Santos e Pecadores - História dos Papas. A comissão disse que a culpa pela Reforma era do próprio Vaticano e listou uma série de medidas draconianas para botar a casa em ordem. 

Em termos de teologia, o texto chegava até a dar razão a Lutero em alguns pontos. Como dizia o cardeal inglês Reginald Pole, um dos autores, "os hereges não são hereges em tudo". 

O próprio Lutero, aparentemente adorando tudo aquilo, fez questão de publicar uma tradução em alemão, com suas próprias - e irônicas - notas de rodapé. A coisa pegou tão mal que o relatório acabou arquivado. 

Mas a Igreja continuou seus planos de reforma interna com o Concílio de Trento, reunião realizada entre 1545 e 1563 na cidade italiana de mesmo nome. Nele, os católicos fizeram questão de não ceder um milímetro na parte doutrinária, teológica e organizacional, reafirmando coisas como o uso de imagens, a devoção a Maria e aos santos e a autoridade do papa. 

Mas, ao mesmo tempo, o Vaticano fez um esforço sincero para elevar o nível cultural e moral dos padres: foi nessa época que surgiram, pela primeira vez, seminários sérios - em que os futuros padres eram educados com rigor. 

Além disso, houve um impulso poderoso para converter povos que nunca tinham tido contato com o cristianismo. Por meio dos jesuítas e outros grupos missionários, a Igreja transformou a América Latina num domínio totalmente católico - e conseguiu inúmeras conversões na Índia, na China, no Japão e nas Filipinas. Pelo menos em termos populacionais, o catolicismo parecia ter perdido parte da Europa para ganhar o mundo.

As 95 teses

Se o raciocínio de Lutero estava correto, a prática das indulgências era ainda pior do que se costumava acreditar. A Igreja estaria basicamente fazendo propaganda enganosa, já que não teria poder para amenizar os pecados - cujo julgamento caberia apenas a Deus. 

Em 1517, Lutero escreveu uma lista de críticas sobre as indulgências, num texto que ficaria conhecido como as 95 Teses. Elas foram pregadas na porta da igreja do castelo de Wittenberg, à vista de todos. 

"O conteúdo teológico do documento não é especialmente importante. Sua importância vem do fato de que alguns editores com visão de negócios mandaram imprimi-lo, sem perceber que estavam instituindo uma revolução nas comunicações", diz Robert Kolb, professor de Teologia Sistemática do Seminário Concórdia, nos Estados Unidos. 


Primeira página da impressão de 1517 das 95 Teses, distribuída no formato de panfleto


Por volta de 1520, as 95 Teses e outros textos de Lutero tinham alcançado a incrível tiragem de 600 mil exemplares. Nada menos que 20% dos panfletos publicados na Alemanha entre 1500 e 1530 foram assinados pelo monge encrenqueiro - é como se, hoje em dia, um completo desconhecido passasse a ter o blog mais acessado do país.

Em semanas, boa parte dos intelectuais da Europa ficou sabendo da polêmica. Muitos se puseram do lado de Lutero. Já a Igreja recusou o debate teológico proposto pelo religioso e o ameaçou de excomunhão em 1520. Lutero não quis se retratar. 

No ano seguinte, ele foi chamado diante do imperador Carlos V e da Dieta (algo como a câmara dos deputados) do Sacro Império. Continuou irredutível. A partir daí, embora tenha conseguido escapar, ele se tornou um herege condenado à morte.

Templos modernos 

Após passar uma temporada escondido, Lutero voltou a dar aulas em Wittenberg, protegido pelo príncipe Frederico III da Saxônia. Dizia que só a Bíblia podia ser considerada a palavra de Deus e que todos os cristãos eram sacerdotes. 

Não tão longe dali, outra voz se erguia contra a Igreja. Na década de 1520, o padre Ulrico Zwinglio tinha lançado na Suíça um ataque às indulgências parecido com o de Lutero e também defendia a supremacia da Bíblia sobre as autoridades eclesiásticas. Zwinglio se tornou um dos líderes políticos de Zurique e acabou com a veneração de imagens de santos e com a música nas cerimônias religiosas. 

Alguns cantões suíços se uniram a Zurique, enquanto outros declararam guerra aos "hereges". O próprio Zwinglio acabaria morto em combate, em 1531.
Na Alemanha, alguns defensores das idéias de Lutero, como o padre Thomas Müntzer, começaram a interpretar a Reforma de um ponto de vista social. Afinal, se o único rei verdadeiro era Deus, por que continuar obedecendo à realeza?

Camponeses, plebeus e até nobres se uniram a Müntzer e pegaram em armas. Entre 1524 e 1525, a Guerra dos Camponeses virou a Alemanha de pernas para o ar. Os nobres conseguiram massacrar os rebeldes - e foram apoiados por Lutero, que recusava o uso da violência defendido por Müntzer e considerava heréticas certas práticas dos revoltosos, como o batismo de adultos que já tinham sido batizados quando bebês.

O anglicanismo

As nações de língua alemã não eram as únicas a sofrer a influência dos reformistas. 

Nas décadas de 1520 e 1530, por exemplo, o luteranismo se tornou tão influente na Escandinávia que acabou levando a um rompimento da região com Roma. Já na Inglaterra, o rei Henrique VIII (tão católico que chegara a escrever um tratado contra Lutero), queria que o papa anulasse seu casamento com Catarina de Aragão. 

O problema é que a rainha era tia do líder do Sacro Império, Carlos V, a quem o papa não queria desagradar. Em 1533, persuadido por conselheiros com inclinações protestantes, Henrique VIII resolveu se divorciar sem autorização papal. Nascia aí a Igreja Anglicana, cuja liderança coube ao rei britânico. 

"Anos antes, a Reforma na Inglaterra parecia impossível, mas acabou se instaurando", diz o historiador Christopher Haigh, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. A nova religião começou quase como um catolicismo sem papa, mas foi sendo cada vez mais influenciada pela Reforma, até ficar no meio do caminho entre protestantismo e catolicismo.

O calvinismo

O último golpe contra a antiga unidade cristã veio da França. Lá, um advogado chamado João Calvino desenvolveu doutrinas ainda mais radicais, que não só rejeitavam a autoridade do papa e a missa como consideravam que Deus predestinava apenas certas pessoas para a salvação. 

A partir de 1536, Calvino refugiou-se em Genebra, na atual Suíça, e, após vencer diversos conflitos, instituiu um sistema de governo dominado por sua visão do cristianismo. A cidade se tornou um centro de formação de missionários protestantes.

Enquanto isso, na Alemanha de Lutero, nobres rompiam com a Igreja e aproveitavam para tomar suas terras e riquezas. Para brecar a onda de mudanças, o imperador Carlos V deu início a uma guerra civil no Sacro Império. 

Sem conseguir vencer pelas armas, ele assinou um acordo com os luteranos: a Paz de Augsburgo, em 1555. Graças a ela, cada príncipe ficou livre para determinar a religião de seu território. A divisão da Europa cristã em duas tinha acabado de virar lei.


Nos 100 anos seguintes, guerras religiosas ainda matariam muita gente na Europa. Lutero, contudo, não viveria para ver a Paz de Augsburgo nem o sangue derramado depois. Casado com a ex-freira Katharina von Bora, ele morreria em Eisleben, sua terra natal, em 1546.

Revista Aventuras na História

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Você sabia disso ? - 8 curiosidades sobre a Semana de Arte Moderna



1. “Os Sapos” Vaiado

Durante a leitura do poema “Os Sapos”, de Manuel Bandeira, o público presente no Teatro Municipal fez coro e atrapalhou a leitura, mostrando desta forma a desaprovação.



2. Villa-Lobos de Chinelo

No dia 17 de fevereiro, Villa-Lobos fez uma apresentação musical. Entrou no palco calçando num pé um sapato e em outro um chinelo. O público vaiou, pois considerou a atitude futurista e desrespeitosa. Depois, foi esclarecido que Villa-Lobos entrou desta forma, pois estava com um calo no pé


3. A Semana foi financiada pela oligarquia paulista

Com o artigo de Monteiro Lobato, os autores e artistas modernistas começaram a planejar os próximos passos para a difusão do movimento no cenário brasileiro. Mário de Andrade e Oswald de Andrade, que também eram jornalistas, usavam de seu espaço nos jornais para expor o Modernismo e defendê-lo das críticas. Surgiu, então, a ideia de fazer a Semana de Arte Moderna, no suntuoso Theatro Municipal de São Paulo e no mesmo ano em que a declaração de Independência completaria 100 anos. A data escolhida foi simbólica e representaria a “segunda” independência do Brasil – mas, desta vez, no sentido artístico.

Nesse momento, o apoio da elite paulista foi fundamental. À época, em pleno auge do período das oligarquias na República Velha, a oligarquia paulista tinha interesse em tornar São Paulo uma referência em criação cultural, posto que era ocupado pelo Rio de Janeiro. Além disso, o início da efervescência paulista passou a se contrapor ao conservadorismo carioca, que era bem mais tradicional no ramo das artes e, por isso mesmo, tinha um estilo mais consolidado e conservador. Assim, a Semana de Arte Moderna foi amplamente financiada pela elite cafeeira, que tomou a frente do evento que teria projeção nacional. (fonte: guia do estudante)

4. Os tomates de Oswald

Em muitos momentos durante o evento, principalmente em seu primeiro dia, os organizadores surpreenderam o público com os conceitos artísticos e estéticos que apresentavam. Mas, no caso de Oswald de Andrade, a questão foi puramente de extravagância. Os boatos que correm no meio acadêmico, entre os estudiosos da semana, é que o idealizador da Semana pagou para que estudantes do Largo São Francisco, escola de direito da USP, atirassem tomates nele durante a declamação de um poema. Simplesmente pela polêmica ( fonte: efeescuela)

5. Era para ser uma semana, mas só durou três dias

Talvez porque a intenção fosse, de fato, experimentar e provocar mudanças, a Semana de Arte Moderna, na verdade, durou apenas três dias, alternados. O evento esteve anunciado e programado para ocorrer entre os dias 11 e 18 de fevereiro, mas o Theatro foi aberto para as exposições nos dias 13, 15 e 17.

Em cada dia, as apresentações foram divididas por tema: no dia 13, pintura e escultura; no dia 15, a literatura; e no dia 17, a música. Ironicamente, alguns dos nomes mais importantes do Modernismo não estiveram presentes na Semana. É o caso de Tarsila do Amaral, provavelmente a pintora mais conhecida do movimento, que estava em Paris, e Manuel Bandeira, que ficou doente e faltou à declamação do seu próprio poema, Os sapos, no segundo dia.(fonte: guia do estudante)

6. Anita Malfatti x Monteiro Lobato

Um dos principais nomes do evento, Anita Malfatti, foi duramente criticada por Monteiro Lobato. Em 1917, ele publicou um artigo no jornal O Estado de S. Paulo ( Veja no link abaixo) criticando a exposição de Anita, que acabara de retornar da Europa e estava repleta de obras modernistas. Como consequência, muitas das obras dela que tinham sido vendidas foram devolvidas, algumas delas inclusive destruídas… a bengaladas!



7. O público não gostou

Toda aquela modernidade não agradou o público. As pinturas e esculturas, de formas estranhas, fizeram os visitantes se perguntarem se os quadros estavam pendurados da maneira certa. Os poemas modernistas eram declamados entre vaias e gritos da plateia. Conta-se, inclusive, que no último dia o músico Heitor Villa-Lobos entrou para sua apresentação calçando sapato em um pé e chinelos no outro, o que foi considerado um desrespeito pelo público presente. Não deu outra: ele foi vaiado furiosamente. Depois, o maestro explicou que fora calçado assim porque estava com um calo no pé.

A reação dos visitantes ecoou entre os especialistas, que tratou o movimento como desimportante e retomou as críticas vorazes de Monteiro Lobato. De fato, à época, a Semana de Arte Moderna não teve tanta importância. Mas, nos anos seguintes, o evento passou a ser considerado o marco que inaugurou o Modernismo no país e provocou os efeitos sentidos em todos os aspectos da cultura brasileira.(fonte: guia do estudante)

 8. Vicente do Rêgo Monteiro, único pernambucano da Semana de 22

Divulgador das vanguardas europeias no Brasil, Vicente do Rêgo Monteiro (1899-1970) foi um precursor das ideias que nortearam a Semana de 22, com seu interesse nas lendas amazônicas e na produção de cerâmica marajoara desde a década anterior. Deixou oito obras para serem expostas na Semana de Arte Moderna, mas, na época, vivia em Paris. Foi amigo de modernistas notáveis, como a pintora Anita Malfatti, o escultor Victor Brecheret e o pintor Di Cavalcanti, o que rendeu o convite à Semana.

Mário de Andrade e A Escrava que não era Isaura


Durante a Semana de Arte Moderna, Mário de Andrade fez a apresentação do esboço de um texto que seria publicado na íntegra apenas em 1925, chamado A escrava que não era Isaura. No ensaio, ele defende um maior aprofundamento do verso livre, da síntese no uso das palavras e frases e defende uma maior valorização do que há de brasileiro na língua.

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Você sabia disso ? - Semana de Arte Moderna


Realizada no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna foi um divisor de águas na cultura nacional.

Publicado por: Luana Castro Alves Perez em Modernismo

"Gosto de roçar a minha Língua na Língua de Luís de Camões"


Personalidades - Clementina de Jesus

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo



“Clementina é a voz dos milhões de negros desfeitos no fazimento do Brasil. Poderosa voz anunciadora do brasileiro que, amanhã, se assumirá como povo mulato, mais africano que lusitano”, resumiu o antropólogo Darcy Ribeiro sobre o papel da sambista que tem sua história contada na biografia inédita “Quelé, A Voz da Cor – Biografia de Clementina de Jesus”, escrita pelos jornalistas Felipe Castro, Janaína Marquesine, Luana Costa e Raquel Munhoz.

Editorial - O que mudou na Educação nos últimos 20 anos

Estamos em constante mutação, graças ao desenvolvimento tecnológico o mundo vem conhecendo diversas possibilidades, e é claro, mudando e se adequando as novas demandas. Nesse contexto, de mudanças e avanços, como fica a educação no Brasil? Será que essa evoluiu? O que mudou nesse setor nos últimos anos?