sexta-feira, 21 de abril de 2017

Literatura Greco - Romana



Aspectos Históricos e Culturais da
Literatura Greco-Romana



O estudo da Literatura de um povo proporciona o mapeamento de toda a sua cultura, considerando que a literatura reflete as crenças, temores, nível de desenvolvimento científico, tecnológico e hábitos de seus criadores. Além disso, a obra literária de determinada civilização evidencia o tipo de relações existentes entre estes e outras civilizações contemporâneas, propiciando uma visão geral de quais fatores históricos influenciaram a formação e desenvolvimento desta cultura e que tipo de influência exerceram.

Você sabia disso ? - Lima Barreto - mais feminista que as feministas

Lima Barreto atacou as contradições do nascente movimento pelas mulheres e fez contundente campanha contra o homicídio de adúlteras. 

Por Elliane Vasconcellos

Tá Na Hora do Poeta - O poema do semelhante - Elisa Lucinda

O poema do semelhante -
Elisa Lucinda



O Deus da parecença

que nos costura em igualdade

que nos papel-carboniza

em sentimento

que nos pluraliza

que nos banaliza

por baixo e por dentro,

foi este Deus que deu

destino aos meus versos,



Foi Ele quem arrancou deles

a roupa de indivíduo

e deu-lhes outra de indivíduo

ainda maior, embora mais justa.



Me assusta e acalma

ser portadora de várias almas

de um só som comum eco

ser reverberante

espelho, semelhante

ser a boca

ser a dona da palavra sem dono

de tanto dono que tem.



Esse Deus sabe que alguém é apenas

o singular da palavra multidão

É mundão

todo mundo beija

todo mundo almeja

todo mundo deseja

todo mundo chora

alguns por dentro

alguns por fora

alguém sempre chega

alguém sempre demora.



O Deus que cuida do

não-desperdício dos poetas

deu-me essa festa

de similitude

bateu-me no peito do meu amigo

encostou-me a ele

em atitude de verso beijo e umbigos,

extirpou de mim o exclusivo:

a solidão da bravura

a solidão do medo

a solidão da usura

a solidão da coragem

a solidão da bobagem

a solidão da virtude

a solidão da viagem

a solidão do erro

a solidão do sexo

a solidão do zelo

a solidão do nexo.



O Deus soprador de carmas

deu de eu ser parecida

Aparecida

santa

puta

criança

deu de me fazer

diferente

pra que eu provasse

da alegria

de ser igual a toda gente



Esse Deus deu coletivo

ao meu particular

sem eu nem reclamar

Foi Ele, o Deus da par-essência

O Deus da essência par.



Não fosse a inteligência

da semelhança

seria só o meu amor

seria só a minha dor

bobinha e sem bonança

seria sozinha minha esperança



Elisa Lucinda nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 1958, onde se formou em jornalismo e chegou a exercer a profissão. Em 1986, mudou-se para o Rio disposta a seguir a carreira de atriz. Trabalhou em algumas peças, como"Rosa, um Musical Brasileiro", sob direção de Domingos de Oliveira, e"Bukowski, Bicho Solto no Mundo", sob direção de Ticiana Studart. Integrou, ainda, o elenco do filme"A Causa Secreta", de Sérgio Bianchi. Leia mais.

Você sabia disso ? - Livro de ex-catadora provoca 'racha' na Academia Carioca de Letras


POR MARIA FORTUNA19/04/2017 


Quem foi à Academia Carioca de Letras, anteontem, assistiu a um embate entre a poeta Elisa Lucinda e o professor Ivan Cavalcanti Proença, com direito a réplica, tréplica e troca de telefones entre eles no final. Tudo por divergências na hora de definir a obra de Carolina Maria de Jesus, catadora de papel que ficou conhecida nos anos 60, depois do lançamento de “Quarto de despejo”, um diário sobre a vida numa favela brasileira.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Diretamente da Bruzundanga de Lima Barreto

Na Bruzundanga de Lima Barreto (aviso que qualquer semelhança NÃO é mera coincidência), o financeiro/economista acredita que o decréscimo populacional solucionaria problemas econômicos, os políticos creem-se feitos de carne e sangue diferentes dos meros mortais e os “pistolões” garantem o sucesso dos escritores.

Lima Barreto - A Literatura da Revolta

Ainda estudante da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde entrou em março de 1897, o escritor mulato Lima Barreto desiste de participar de uma estudanta, ato de rebeldia dos alunos da escola de elite. Consciente do racismo, Lima explica em conversa com um colega o motivo que o levou a desistir de pular o muro em companhia de seus colegas para assistir a uma montagem da ópera Aída de Verdi no Teatro Lírico:

Você sabia disso ? - Abolição e Liberdade: o 13 de Maio na visão de Lima Barreto

A crônica abaixo foi escrita por Lima Barreto na Gazeta da Tarde (de 4 de maio de 1911). Nela, relembra a visão da princesa Isabel na noite de 13 de maio de 1888, dia do sétimo aniversário do escritor, que era “mulato”. Ele percorreu as ruas do Rio de Janeiro ao lado do pai, e saiu tentando entender o que era a Liberdade.