sexta-feira, 30 de março de 2018

Você sabia disso ? - Vanguardas Europeias








As Vanguardas Europeias representam um conjunto de movimentos artísticos-culturais que ocorreram em diversos locais da Europa a partir do início do século XX.
As vanguardas artísticas europeias que se destacaram foram: Cubismo, Dadaísmo, Surrealismo, Futurismo, Expressionismo.
Juntos, esses movimentos influenciaram a arte moderna mundial desde pintura, escultura, arquitetura, literatura, cinema, teatro música, etc.
As vanguardas artísticas ultrapassaram o limite até então encontrado nas artes, propondo assim, novas formas de atuação estética ao questionar os padrões impostos.
No Brasil, elas influenciaram diretamente o movimento modernista, que teve início com a Semana de Arte Moderna de 1922.
A palavra vanguarda, do francês “avant-garde” significa a “guarda avançada”, o que pressupõe, nesse contexto, um movimento pioneiro das artes.

Contexto Histórico

Com o advento da revolução industrial no século XIX e da primeira guerra mundial no início do século XX, a sociedade passava por diversas transformações.
Destacam-se os avanços tecnológicos, progressos industriais, descobertas científicas, dentre outros.
Nesse sentido, a arte demostrou a necessidade de propor novas formas estéticas e de fruição artística, pautadas na realidade vigente.
Dessa forma, os movimentos artísticos europeus surgidos no fervor dos ideais da época foram diretamente contra os ideais da guerra.
Os artistas utilizavam da ironia e da capacidade de “chocar” o público, a fim de despertar outras maneiras de apreciar e refletir sobre a vida.
Por outro lado, um deles exaltou os avanços tecnológicos e o progresso, como é o caso do futurismo italiano.


Vanguardas Artísticas Europeias: Resumo

Confira abaixo cada uma das vanguardas artísticas europeias, suas principais características, artistas e obras:

Expressionismo

Surgido na Alemanha em 1905, o expressionismo foi um movimento artístico calcado na expressão das emoções e dos sentimentos.
Possuía um caráter deveras subjetivo, irracional, pessimista e trágico, justamente por enfatizar as mazelas e os problemas do ser humano.
O artista norueguês Edvard Munch é o precursor do expressionismo. Sua obra mais importante é O Grito (1893), considerada uma das mais emblemáticas do movimento expressionista.
Além dele, merecem destaque os artistas: Paul Klee, Kandinsky, Modigliani e Van Gogh.


Cubismo

O cubismo foi um movimento artístico pautado na geometrização das formas e no abstracionismo.
Foi iniciado em 1907 pelo pintor espanhol Pablo Picasso, com a tela "Les Demoiselles d'Avignon" (As damas d'Avignon).
Outros representantes do movimento foram: Georges Braque, Juan Gris e Fernand Léger. No Brasil, temos como destaque as obras de Tarsila do Amaral.


Futurismo

Movimento encabeçado pelo poeta italiano Filippo Marinetti no dia 20 de fevereiro de 1909.
Suas principais características eram a exaltação da tecnologia, das máquinas, da velocidade e do progresso. Um dos expoentes da pintura futurista foi o artista italiano Giacomo Balla.
No Brasil, os ideais da Semana de Arte Moderna, que inauguraram o movimento modernista no país, sofreram grande influência do futurismo. Isso porque a rejeição ao passado bem como o culto do futuro propulsionaram as ideias modernistas.


Dadaísmo

Movimento ilógico encabeçado por Tristan Tzara em 1916, que mais tarde ficou conhecido como o propulsor dos ideais surrealistas.
Além dele, outros líderes do movimento foram: o poeta alemão Hugo Ball e o pintor, escultor e poeta franco-alemão Hans Arp.
As principais características do dadaísmo são: a espontaneidade da arte pautada na liberdade de expressão, no absurdo e irracionalidade.
Sem dúvida, o pintor e escultor francês Marcel Duchamp foi uma das figuras mais emblemáticas do movimento dadaísta com seus objetos prontos (ready-made) que se afastam de sua função original. A Fonte é uma das obras mais representativas desse momento.

Surrealismo

O surrealismo, liderado pelo artista André Breton, despontou em Paris em 1924.
Pautado no subconsciente, esse movimento era caracterizado por uma arte impulsiva, fantástica e onírica.
Alguns artistas que merecem destaque são Giorgio de Chirico, Max Ernst, Joan Miró, René Magritte e Salvador Dali.
A literatura e as artes plásticas brasileiras sofreram grande influência dessa vanguarda. Merecem destaque: o escritor Oswald de Andrade e os artistas plásticos Tarsila do Amaral, Ismael Nery e Cícero Dias..

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Artigo de Opinião - A importância da Baixa Literatura


Muitos colegas professores se exaltam quando a discussão descamba para a qualidade dos livros lidos pela juventude atual. Alguns acham uma merda, baixa literatura, qualidade zero. Ótimo. É bom ter essa visão crítica acerca dos vários livros ruins que são lançados anualmente no Brasil e no mundo.

Você sabia disso ? - Fábulas, Parábolas e Apólogo ?

Esses três tipos de texto são frequentemente confundidos devido às grandes semelhanças que possuem, mas podemos diferenciá-los também através de algumas características. 

Vejamos alguns conceitos:

quinta-feira, 29 de março de 2018

Artigo de Opinião - Cortejo do medo


Que o luto de Marielle nos implique. Para que ela fique.


Por Carlos Eduardo Rebuá.

Um medo que não passa. Talvez a face mais assombrosa do medo em suas múltiplas morfologias. Possivelmente uma das descrições da iminência da morte ou dela própria.

Você sabia disso ? - Notícias falsas, a triste marca da política nas redes sociais




Campanha deste ano será marcada por distribuição de informações sem fundamento pela internet
Por Bruna Fantti

Você sabia disso ? - O legado da Semana de 22

O legado da Semana de 22


Da Semana de Arte Moderna, em 1922, para cá, Brasil amadureceu em relação à produção e ao consumo da arte. A análise é da ensaísta e professora titular de literatura brasileira do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, Maria Eugênia Boaventura. Ela é autora do livro "22 por 22 : A Semana de Arte Moderna" (Editora Edusp). Em entrevista exclusiva à Folha da Região, a ensaísta comenta o legado deste movimento de vanguarda e diz que o povo brasileiro, hoje, recebe bem a produção de seus artistas.

A Semana de Arte Moderna, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos. Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade. Os artistas queriam a produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem, contudo, perder o caráter nacional.

Maria Eugênia orienta inúmeras pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado, além de supervisão de projeto de pós-doutorado.

Suas pesquisas, bem como as de seus orientados, são assiduamente contempladas com financiamento de agências de fomento nacional, como CNPq, Capes, e Fapesp. Sua especialidade é a literatura brasileira como um todo, embora seja referência fundamental nos estudos sobre o modernismo e a literatura contemporânea. É pesquisadora relevante também sobre fontes primárias e arquivos privados.

O Livro

O livro"22 por 22" é uma coletânea de textos publicados originalmente em jornais de São Paulo e Rio de Janeiro ao longo daquele ano-chave e recupera o calor da polêmica que envolveu escritores, artistas, críticos e jornalistas num verdadeiro tiroteio verbal entre passadistas e futuristas - com destaque para nomes como os de Oswald e Mário de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda, Sérgio Milliet, Plínio Salgado e Lima Barreto -realçado por caricaturas de Belmonte e Voltolino.

Para a escritora, a Semana de 22 não teria tanta importância sozinha. O que a tornou importante, afirma a pesquisadora, foram as mudanças que o evento provocou na vida cultural e intelectual de São Paulo.

"A semana teve sentido a partir do momento em que estimulou uma vida cultural interessante". A Semana, para a escritora, foi um marco na vida intelectual de São Paulo. O Ano de 1922 foi responsável pela construção da modernidade no Brasil ao instaurar efetivamente a vida cultural na cidade.

Leia trechos da entrevista:

O que motivou a senhora a selecionar esses textos e reviver o tema da Semana da Arte Moderna?

O que me levou a reunir este conjunto de textos foi a constatação da impossibilidade de encontrar este material reproduzido em qualquer livro sobre o Modernismo, impedindo assim que o interessado pudesse conhecer detalhes do processo de atualização da linguagem artística em geral. Em particular, o leitor tomará conhecimento das principais polêmicas fundadoras daquele movimento.

Quais textos e ideias a senhora destaca do livro como ponto de partida para novas discussões quase um século depois?

Os textos dos dois primeiros capítulos revelam de um lado o período de preparação da Semana, a escolha do nome, as pessoas envolvidas, a repercussão, a forma como se divulgou o evento, os temas preferidos, o nível de informação, o tom do debate. Acabam-se com as dúvidas sobre o processo de modernização da literatura brasileira.

Como foi o processo de pesquisa? A quem se destina o livro?

A Pesquisa procurou rastrear nas revistas e jornais do Rio e de São Paulo, exclusivamente em 1922, ano da Semana de Arte Moderna, textos sobre o citado evento, quer de autores favoráveis, quer de pessoas contrárias ao movimento em prol da atualização da cultura brasileira, ou do seu processo. O livro se destina a qualquer pessoa que deseje conhecer os bastidores do Modernismo, ou pelo menos de sua primeira festa. É uma pequena amostra do jornalismo da época. Portanto, também uma bibliografia para cursos de Letras, Jornalismo, Comunicação, História, etc.

A senhora acredita que o Brasil reconhece a valorosa contribuição dos artistas que participaram deste movimento?

Claro, não tem como não reconhecer. Basta observar como se produzia arte no Brasil do início do século 20 e comparar com o cenário que se descortinaria depois de 1922.

Hoje o Brasil carece de novas polêmicas e produções de vanguarda nas artes?

Isto acontece de modo cíclico, pelo menos no mundo ocidental. Movimentos artísticos surgem e revitalizam a vida cultural, desaparecem quando sua produção se torna convencional.

De 1922 para cá, o povo brasileiro progrediu ou regrediu na discussão e produção artística?

Acho que nem uma coisa, nem outra. Os artistas procuram rotineiramente manter a produção local atualizada, sobretudo em termos de técnica e linguagem. No mínimo, acho que o país amadureceu.

Como a senhora analisa a relação do brasileiro com sua história e sua arte?

Quando tem oportunidade o povo recebe muito bem: as exposições, os cinemas, os teatros estão lotados. Publica-se muito mais hoje no País. Tudo isso acontece, por enquanto, em zonas urbanas privilegiadas, ou seja mais ricas.

As escolas cumprem o seu papel de ensinar os estudantes sobre produção cultural?

Na medida do possível sim. Para que a situação melhore, o professor precisa ser mais valorizado, isto é, o seu salário tem que ser aumentado, muitíssimo. E as instalações escolares devem ser aprimoradas.

Obras ajudam a entender anseios do movimento artístico modernista

A Semana da Arte Moderna, realizada em fevereiro de 1922, é um dos períodos das história da arte brasileira mais retratados em livros. Vários especialistas investigam este movimento, destacando desde a sua importância para a criação de uma identidade artística nacional até sua influência nas políticas culturais do País.

Além de "22 por 22 : A Semana de Arte Moderna" (Editora Edusp), da professora Maria Eugênia Boaventura, os leitores interessados em conhecer mais sobre o tema podem buscar informações em publicações como "A Semana de Arte Moderna" (Editora Ática), de Neide Rezende; "Semana de 22 - Entre Vaias e Aplausos" (Boitempo Editorial), de Márcia Camargos; "A Semana de 22 - Coleção História em Aberto" (Editora Scipione), de Francisco Alambert.

MAIS

Também são consideradas obras importantes sobre este período os livros "Artes Plásticas na Semana de 22" (Editora 34), de Aracy A. Amaral; "Entre o Escândalo e o Sucesso - A Semana de 22 e o Armory Show" (Editora Unicamp), de Eliana Bastos; "A Ausência Lilás da Semana de Arte Moderna" (Editora Letras Contemporânea), de Tereza Virgínia de Almeida, e ainda "A Semana de Arte Moderna - Série Princípios" (Editora Ática), de Neide Rezende. J.o.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Você sabia disso ?

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação artística na linguagem, na busca pela experimentação, na liberdade criadora e uma ruptura com o passado. A arte passou a ser modernista. Representou o espírito de uma época disposta a apresentar novas ideias e conceitos. A poesia deixou de ser apenas escrita e passou a ser também declamada; a música passou a ser apresentada também em concertos ao invés de ser unicamente orquestrada com sinfônicas; e as arte plásticas ganharam maior visibilidade sendo exibidas em telas, esculturas e maquetes arquitetônicas, com desenhos arrojados e modernos.