20/01/2018
As violências cotidianas contra as religiões de matriz africana não são resultantes da simples ignorância, nem do fanatismo de religiosos cristãos. Sua origem está na construção de uma ideologia que teve por objetivo justificar o colonialismo, o massacre de diversas nações africanas e o sequestro de milhões de pessoas para submetê-las à escravidão. Inaugura, então, a ideia de que a humanidade se divide em raças e dentre essas “raças” existiriam as superiores e as inferiores.
O racismo — em que pese a secular luta de negros e negras e, mais recentemente, nos governos Lula e Dilma, com o desenvolvimento de ações para promover a igualdade racial — se mantém praticamente inalterado e é materializado, inclusive por agentes do próprio Estado brasileiro.