sábado, 18 de março de 2017

Você sabia disso ? - Entenda a Reforma do Ensino Médio


Medida provisória recebeu 567 emendas e Congresso aprovou novas regras mantendo todos os eixos do texto original. Texto foi sancionado em 16 de fevereiro.

segunda-feira, 13 de março de 2017

domingo, 12 de março de 2017

Crônica do Dia - Politicamente errado - Walcyr Carrasco

O que era um movimento interessante, de respeito a minorias, tornou-se ridículo. Falo do politicamente correto, uma forma de opressão descoberta por gente que pretende parecer legal. Mas que quer mesmo mandar nos outros. O cúmulo do ridículo foi neste Carnaval, com a polêmica em torno das marchinhas, principalmente “Cabeleira do Zezé” e “Maria Sapatão”. São cantadas há décadas e, em minha opinião, nunca causaram mal a ninguém. De repente,  a crítica. A primeira seria preconceituosa em relação aos homens homossexuais. A segunda, às mulheres homossexuais.

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Tá na Hora do Poeta - Canção do Exílio - Gonçalves Dias

Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá; 
As aves, que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores.
Em  cismar, sozinho, à noite, 
Mais prazer eu encontro lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores, 
Que tais não encontro eu cá; 
Em cismar sozinho, à noite 
Mais prazer eu encontro lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra, 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que disfrute os primores 
Que não encontro por cá; 
Sem qu'inda aviste as palmeiras, 
Onde canta o Sabiá.  

De Primeiros cantos (1847)  /  Gonçalves Dias

Tá na Hora do Poeta - Nova Canção do Exílio - Drummond

Nova canção do exílio 

Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam 
um outro canto.  

O céu cintila 
sobre flores úmidas. 
Vozes na mata, 
e o maior amor. 

Só, na noite, 
seria feliz: 
um sabiá, 
na palmeira, longe. 

Onde é tudo belo 
e fantástico, 
só, na noite, 
seria feliz. 
(Um sabiá,
na palmeira, longe.) 

Ainda um grito de vida e 
voltar 
para onde é tudo belo 
e fantástico: 
a palmeira, o sabiá, 
o longe.

(Carlos Drummond de Andrade. In: A Rosa do Povo - 1945)