Medida provisória recebeu 567 emendas e Congresso aprovou novas regras mantendo todos os eixos do texto original. Texto foi sancionado em 16 de fevereiro.
Este Blog é uma ferramenta de trabalho do Projeto Espaço de Cultura desenvolvido e ministrado pelo professor José Henrique da Silva
sábado, 18 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
Crônicas do Dia - Temer merece apanhar delas
Temer quebrou tudo com suas mesuras machistas e homenagem sincera às mulheres de avental sujo
RUTH DE AQUINO
10/03/2017
domingo, 12 de março de 2017
Crônica do Dia - Politicamente errado - Walcyr Carrasco
O que era um movimento interessante, de respeito a minorias, tornou-se ridículo. Falo do politicamente correto, uma forma de opressão descoberta por gente que pretende parecer legal. Mas que quer mesmo mandar nos outros. O cúmulo do ridículo foi neste Carnaval, com a polêmica em torno das marchinhas, principalmente “Cabeleira do Zezé” e “Maria Sapatão”. São cantadas há décadas e, em minha opinião, nunca causaram mal a ninguém. De repente, a crítica. A primeira seria preconceituosa em relação aos homens homossexuais. A segunda, às mulheres homossexuais.
Tá na Hora do Poeta - Canção do Exílio - Gonçalves Dias
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar sozinho, à noite
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
De Primeiros cantos (1847) / Gonçalves Dias
Tá na Hora do Poeta - Nova Canção do Exílio - Drummond
Nova canção do exílio
Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde é tudo belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde é tudo belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
(Carlos Drummond de Andrade. In: A Rosa do Povo - 1945)
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