quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Artigo de Opinião - Ler sem preconceitos - Nelson Vasconcelos

Você acha que, para escrever um livro, basta ligar o computador e sair digitando as palavras que aparecem na sua cabeça? Que nada. Nos bons livros, é tudo muito bem pensado

17/02/2017 
O DIA

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Artigo de Opinião - A elite brasileira suicida - se

“Nós vamos, um dia, amadurecer como povo e realizar nossa potencialidade. E vamos então varrer a canalha” (Darcy Ribeiro)

Essa frase curta, “a elite brasileira suicida-se”, contém dois erros.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Reforma do Ensino Médio : um futuro incerto para o ensino de História

 O horizonte parece sombrio. O ensino da história foi excluída do rol de disciplinas obrigatórias no Ensino Médio, pela Medida Provisória 746/16. Isso significa menos emprego para muitos de nós, que estão se formando. A esse apagamento da disciplina, soma-se, também, a menor – cada vez menor – visibilidade das Ciências Humanas. Afinal, para que serviram, se os grandes debates que atravessaram o século XX não explicaram genocídios e guerras, não impediram a desigualdade, nem a fome ou, nos regimes democráticos, não promoveram a cidadania plena: aquela que agencia educação, saúde e emprego? Sem função aparente, num mundo funcional, elas parecem não ser necessárias.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Por que os obscurantistas não querem a Filosofia no Ensino Médio? por Adriano Correia — publicado 16/02/2017

Desde que foi anunciada a reforma do Ensino Médio pelo governo de Michel Temer, por meio da Medida Provisória 746, tenho lembrado com muita frequência da observação da pensadora Hannah Arendt (1906-1975), contida em seu único texto dedicado especificamente ao tema da educação.

Reforma do Ensino Médio sem consolo

O Senado aprovou o projeto que transforma em lei a medida provisória da reforma o ensino médio brasileiro (MP no 746/2016). Só falta, agora, a manifestação da concordância (sanção) da Presidência da República.
Não tivemos a oportunidade de participar da discussão. Não dá para saber quão melhor (ou pior) seria a reforma se realizada de forma democrática (quero dizer, de forma radicalmente democrática).

Lima Barreto e a cultura nacional Berthold Zilly - Abril 2006 Tradução: Simone de Mello

1. Marginalidade e canonização

Em 1919, o escritor carioca Afonso Henriques de Lima Barreto volta a concorrer, aos 38 anos, à Academia Brasileira de Letras. É sua segunda tentativa de ingressar na instituição cultural mais prestigiosa de seu país, fundada duas décadas antes por Machado de Assis, segundo o modelo da Académie Française. Vários de seus textos em prosa, especialmente o romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, já haviam sido elogiados por críticos importantes, não restando, portanto, dúvidas sobre o mérito literário do candidato. Entre tantas decepções sociais na vida de Lima Barreto, a segunda recusa da Academia provavelmente nem chegou a surpreender.

Lima Barreto e a Militância Literária Clóvis Moura Junho de 1981

A emergência do nome de Lima Barreto no ano do centenário do seu nascimento, leva que se reconsidere uma série de conceitos e julgamentos relativos à sua atuação na época em que viveu como agente de crítica social e como escritor. Ao mesmo tempo, cabe uma reanálise da sua obra, seu situacionamento como escritor, a importância dos seus livros e a contribuição que deu numa articulação unitária homem-escritor à nossa cultura.